A publicação do edital do concurso público para procurador da República no Ministério Público Federal, que vai ofertar 47 vagas para todo o Brasil, traz à tona as atividades e competências atribuídas a estes agentes públicos que defendem os interesses da sociedade. No Pará, existem 19 procuradores da República, dez deles somente em Belém.
Eles atuam em diversas áreas da esfera federal, como Meio Ambiente, Eleitoral, Saúde, Criminal e também do Patrimônio Histórico e Cultural. Para assumir este cargo, o profissional precisa ter formação em Direito, ter exercido - no mínimo - três anos da profissão e ser aprovado em concurso público. O salário pode chegar a R$ 24 mil.
De acordo com o procurador regional da República, José Augusto Torres Potiguar, exercer tal função requer dedicação e estudos dos profissionais de Direito. “É difícil porque, primeiramente, você precisa ser aprovado em todas as matérias que caem na prova (certame) e não na prova como um todo, como acontece nos demais concursos”, destacou.
PROVA
Na prova do concurso caem questões relacionadas a todas as disciplinas que compõem a grade escolar do curso de Direito. Entre as habilidades, é importante que ele tenha um bom poder de argumentação e disponibilidade para estudar cultura geral. Sem deixar de lado, é claro, o domínio em inglês.
Os procuradores atuam como fiscais da lei, podendo entrar com ações e conduzir inquéritos para investigarem suspeitas de crimes, como desvio de recursos públicos. “Este é o caso do Mensalão, por exemplo, onde as investigações não foram feitas pela polícia, mas sim pelo MPF”, exemplificou Potiguar.
Em Belém, os procuradores também têm atuado bastante na área do Patrimônio Histórico da Cidade. “Nós acompanhamos a reforma do Palacete Pinho”, ressaltou o procurador regional da República.
(Diário do Pará)
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