“Tranquilo, concorrido e com alto grau de dificuldade”. Foi assim que o presidente do Sindifisco-PA, Charles Alcantara, descreveu ontem o concurso público realizado no final de semana em escolas públicas e unidades da capital e de quatro campi (Marabá, Altamira, Redenção e Santarém) da Universidade do Estado do Pará (Uepa).
O concurso selecionará servidores para o preenchimento de 100 vagas de auditor e 100 de fiscal de tributos da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa). Alcantara acompanhou, em contato permanente com a coordenação do certame, toda a movimentação dos dois dias de provas, no sábado, 28, e no domingo, 29.
A realização de concursos públicos é um antigo pleito da categoria tributária. Nessa luta, o sindicato teve o mérito de pressionar o governo a começar a realizá-los por enxergar aí a oportunidade de renovação das carreiras do Fisco, livres dos já denunciados desvios de função. Nos dias de prova, os candidatos puderam ver nos locais em Belém faixas assinadas pelo Sindifisco saudando os futuros colegas de profissão e, quem sabe, de luta sindical. Uma faixa também ornamentou o prédio do sindicato em sinal de apoio ao certame.
Disputado por muitos candidatos que vieram de outros Estados brasileiros, o concurso da Sefa mereceu da organizadora Uepa a contratação de especialistas para tratar de assuntos específicos e isso neutralizou o discurso de que não possuiria know-how em matérias tributárias.
Recomendado pela natureza do serviço público, o rigor na elaboração tornou as provas de difícil resolução para selecionar de fato a melhor mão de obra para o Fisco.
(Diário do Pará)
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