Mais do que fazer a prova, o que envolve uma rotina severa de estudos, o maior terror de quem presta concurso público é passar e não ser chamado. Essa situação vem acontecendo com os candidatos aprovados no concurso da Fundação Escola Bosque (Funbosque), que reclamam que o direito deles ao preenchimento às vagas ofertadas no certame tem sido violado por contratações de temporários para a fundação.
O concurso da Funbosque foi realizado em junho do ano passado e ofertou 113 vagas para os níveis fundamental, médio e superior. No entanto, de acordo com a Associação dos Concursados do Pará (Asconpa), o certame não havia sido homologado pelo presidente da instituição, Fabrício Modesto - para que se desse validade ao concurso e, enfim, fossem chamados os aprovados.
Inconformada com a situação, a concursada Andréa Silva Vieira, que concorreu ao cargo de professor de Séries Iniciais na Funbosque, recorreu à Justiça contra as contratações irregulares na instituição. O juiz Francisco Daniel Brandão Alcântara, da 2ª Vara de Fazenda da Capital, concedeu liminar favorável, na última sexta (7), à ação impetrada pela candidata, além de ter obrigado a presidência da instituição a homologar o concurso.
A homologação do concurso da Funbosque, conquistada através da ação impetrada por Andréa Silva Vieira, deixou os aprovados na expectativa positiva. “O presidente da Funbosque se recusava até a receber os aprovados. Mas como agora existe essa liminar da homologação do concurso, espero que ele acate a decisão da Justiça e nomeie os aprovados”, disse José Emilio Almeida, presidente da Asconpa.
(Diário do Pará)
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