Confusão e reclamação. Com atraso de 40 minutos, este foi o cenário na tarde deste domingo (10), na Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), em Belém, um dos locais onde foi realizada a prova do concurso público para o Tribunal de Justiça do Estado (TJE). A Polícia Militar foi acionada.
"Isso é um desrespeito com os candidatos, por que em outros locais o exame já está sendo realizado, e aqui ainda estamos esperando as provas", afirmou uma das candidatas, que preferiu não se identificar. "Estamos sendo prejudicados, e nem sequer tem um fiscal conosco para explicar o motivo da demora. Muitos aqui já estão decididos a procurar o Ministério Público e entrar com recursos contra a prova".
Além do atraso - a prova deveria ter começado às 14h30 - e falta de informação, em uma das salas o pacote com os documentos teria sido violado.
"Depois de esperar 40 minutos - o que já é um absurdo - o pacote chegou aberto. Em outra sala, o pacote que chegou tinha as provas erradas, do nível superior, que foi realizado na manhã, e não para o nível médio, como deveríamos fazer", disse outro candidato, que também não quis se identificar. "Não vamos realizar essa prova. Queremos um certame direito."
Ainda de acordo com o candidato, alguns fiscais do local afirmaram que o atraso no local ocorreu devido problemas com o trânsito. Pela manhã, o certame havia causado confusão em Santarém, oeste paraense, onde alunos que iriam realizar a prova em um prédio da Universidade Estadual do Pará (Uepa) tiveram que ser remanejados para outro local após uma queda de energia.
(DOL)
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