Os candidatos que realizaram as provas do concurso do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, no último domingo (10), aguardam que a organizadora do certame, Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp), pronuncie-se sobre uma possível anulação após denúncias de irregularidades.
Por meio de nota, a Vunesp informou que está "levantando todas as informações para se manifestar oportunamente".
A bacharela em Direito Juliana Rossi, que concorre a um cargo de Analista Judiciário - Área Judiciária, acredita que para anular um concurso com tantos inscritos essas denúncias devem ser apuradas detalhadamente.
"Muita gente, que não se preparou devidamente, pode se beneficiar de uma decisão como essa", acrescentou Juliana.

Uma candidata fotografou o cartão resposta da prova, o que não é permitido. Foto: Reprodução
Já a auxiliar administrativa Jaqueline Souza, que fez o concurso para nível médio, disse que a prova iniciou somente às 15h, quando deveria ser às 14h30. Segundo ela, os portões da escola em que fez a prova foram abertos por volta das 14h, motivando a demora na conferência da documentação de cada candidato.
"Não sou favorável à anulação da prova, mas é preciso maior preparo, foi muita falta de respeito", desabafou Jaqueline.
Ela também comentou que os monitores que estavam em sua sala de aula informaram que não era preciso assinar três vezes, como previsto no regulamento do concurso. "A prova estava muito fácil. Até estranhei. Mas acredito que não seja necessário anular o concurso todo", complementou.
(DOL)
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