A última etapa do vestibular 2015 da Universidade do Estado do Pará (Uepa) registrou 459 faltosos no Processo Seletivo (Prosel) e 831 no Programa de Ingresso Seriado (Prise).
Os candidatos responderam a 54 questões objetivas de conhecimentos gerais nas áreas de Química, Matemática, Física, Biologia, Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Portuguesa, História, Geografia, Língua Estrangeira e uma redação valendo 30 pontos. Ao todo, 6.049 candidatos estavam aptos a realizar as provas do Prosel e 6.681 do Prise.
Este ano, 95.775 candidatos disputam as 2.916 vagas espalhadas em 22 cursos de graduação. O listão de aprovados da Uepa está previsto para ser divulgado no dia 16 de janeiro de 2015.
Os candidatos chegaram cedo aos locais de prova para não correrem o risco de se atrasar. Uma longa fila se formou antes mesmo das 7h, horário em que os portões foram abertos. A candidata Caroline Pantoja, que concorre a uma vaga no curso de medicina, um dos mais concorridos da Uepa, foi uma das primeiras a acessar o prédio da instituição, no Telégrafo. Ciente da concorrência, Caroline estava confiante e se sentindo mais preparada do que das outras quatro tentativas que fez em vestibulares passados.
“Acredito em mim e na minha capacidade. Acho que dessa vez vai”, disse ela. A única preocupação mesmo era com a vilã de todos os vestibulares: a redação. O tema da desigualdade social, que dominou a maioria das questões nas duas primeiras etapas, era a aposta mais esperada pela maioria dos candidatos. “A preocupação mesmo é com a redação porque sei que ela que vai me colocar para dentro”, garantiu Caroline.
A redação também era a maior preocupação do candidato ao curso de Licenciatura em Matemática, Airton Soares. “A redação é a pior de todas, sem dúvida, tem que ter inspiração no dia e depende também da banca corretora”. Na redação, os candidatos poderiam escolher entre uma carta à presidente Dilma Rousseff falando sobre os programas sociais do governo ou uma dissertação sobre a situação da mulher no Brasil.
Além de Belém, outros 26 municípios paraenses também realizaram provas. Este ano, a Uepa contabilizou 14 casos de candidatos especiais, que tiveram que realizar provas em casa, em hospitais e na própria Uepa para os casos de estudantes necessitados de auxílio de braile e ledor.
A cadeirante Jéssica Ribeiro realizou prova no campus da Uepa, no Marco. Com paralisia nas pernas desde os cinco anos de idade, Jéssica não deixou o problema afetar sua rotina estudantil. Candidata do Prise ao curso de Engenharia da Produção, ela está prestando vestibular pela primeira vez e já foi aprovada em Direito em quatro faculdades particulares de Belém. “Minha maior dificuldade mesmo é em física e matemática, mas fora isso estou muito tranquila e confiante”, garantiu Jéssica.
No campus da Perebebuí, um grupo de estudantes do primeiro ano de Medicina saudava os candidatos com um abraço para passar uma mensagem de tranquilidade e esperança aos vestibulandos.
Este é o primeiro ano em que a Uepa destinará 30% do total de vagas a alunos oriundos da rede pública de ensino ou bolsistas integrais em instituições particulares, localizadas no Pará, por meio de sistema de cotas sociais.
(Diário do Pará)
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