Todos os dias milhares de jovens se aventuram a procurar uma vaga no mercado de trabalho. Seja por necessidade de sustento, por querer a experiência ou por qualquer outro motivo que tenha despertado essa busca.
Depois de muita procura, conseguem se identificar com algumas, pelo perfil da empresa, pelo curso que fazem na universidade ou por aproximação com a atividade. E aí vem aquela exigência mortal: "é necessário ter experiência".
Como se uma faca furasse um saco com dois litros de açaí do grosso, o sentimento de tristeza e agonia é o mesmo. Muitas perguntas surgem na mente desse jovem, impedido de começar sua vida profissional por falta de experiência:
- Como vou ter experiência se não consigo trabalhar? (comum para aqueles que nunca trabalharam em nenhuma atividade)
- Como posso ter experiência, se estou querendo mudar de área?
Essas e outras inúmeras indagações são sempre permeadas de um sentimento de injustiça e impossibilidade de fazer algo para mudar aquela maldita frase.
Para ser didático, cabe primeiramente uma explicação sobre o motivo que leva as empresas a pedirem experiência. Fato que se baseia em dois pilares: tempo e dinheiro.
Implantar uma unidade, ampliar um departamento ou inventar uma empresa por si só já é muito estressante, além de extremamente caro do ponto de vista financeiro; por isso ainda ter que treinar alguém e explicar o básico para o novo empregado demora demais e assim vai atrapalhar o negócio (fator Tempo).
E esse período de treinamento, que pela falta de experiência tende ser maior, vai atrasar a geração de riqueza pelo profissional contratado e consequentemente a chegada do lucro também (fator Dinheiro).Mas fiquem calmos, tem solução!
Tudo inicia com uma coisa chamada comportamento, quem não tem experiência precisa enormemente ser percebido pela sua conduta, então a primeira dica é: comporte-se adequadamente para o que você almeja.
Muitos me dirão: "então tenho que me sujeitar ao sistema?". Sim, tem! Até porque você está querendo uma vaga oferecida pelo mercado (que muitos ainda insistem em chamar de sistema em virtude do socialismo e do capitalismo).
O segundo fator são "pessoas chaves". Busque pessoas que se relacionam com o que você quer, seja a empresa, seja o ramo, pois quase a totalidade das contratações são facilitadas por indicações pessoais e aí pode vir a seguinte pergunta: "só que eu sou muito longe dessas pessoas chaves, não conheço, como se diz nas ruas de Belém, gente 'granada'!"
Influência não tem haver só com dinheiro. Seu professor é uma pessoa chave, as pessoas mais experientes são pessoas chaves, se estas não lhe percebem como um ser com capacidade de ter adições de conhecimentos e habilidades, você não será realmente chamado para nada, sei que é duro mas esta é a realidade.
Um outro ponto a ser analisado é que você deve desenvolver conhecimentos ligados à área que você quer fazer parte, por exemplo se você quer ser corretor de imóveis, além da parte legal de licenças profissionais, você deve entender de obra, de localização dos bairros, de dados de segurança e isso só se consegue com uma palavra chamada: Querer.
Ninguém fará isso por você, busque os cursos na área (mas pode me dizer: "não tenho grana!") e muitos destes são de graça. Basta procurar.
Pense muito antes de escolher um curso técnico ou universitário. Jamais faça o mais fácil de conseguir a vaga. Curse o que você quer. Fique atento, também, aos programas governamentais, de primeiro emprego, menor aprendiz, verifique os estágios.
Uma dica valiosa: aceite propostas simples, não se valorize muito nesse momento, o importante é conseguir a bendita da experiência, mesmo que a remuneração seja pouca ou nem exista, mesmo que seja difícil ir, vá, isso irá fazer você ter algo que chamamos de moeda de troca, mas isso já é assunto para um outro domingo!
Fiquem na paz e lembrem-se: pouca conversa e resultado sempre dá certo!

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