No Brasil é normal querer que um parente ou amigo entre na Universidade e vá fazer um curso superior, como se essa fosse a única e a mais certa opção para uma criatura humana ter profissão. Assim vamos vendo uma proliferação de Instituições de Ensino Superior (IES) de “meia-tigela”, que só servem como “caça-níqueis” e não formam profissionais de qualidade. Daí o desencontro entre os formados e a eterna reclamação das empresas de falta de mão-de-obra qualificada. Além é claro do alto número de formados em universidades, de ponta ou não, sem emprego ou em sub empregos, em virtude da demanda enorme de formados neste tipo de formação superior.
Do outro lado, os cursos técnicos - em nível médio ou os cursos tecnólogos, no nível superior, conhecidos como formação curta, ficam sendo olhados com “o canto do olho”. No início dos anos 2000 surgiram no país os cursos superiores de formação específica (Parecer CNE/CES n.º 968/98, aprovado em 17 de dezembro de 1998) e que serviriam para qualificar muita gente e iriam geram muitos profissionais para o mercado.
Isso já ocorre em muitos países do mundo, como Alemanha e China e que pode ser comparado ao Community College nos Estados Unidos, mas aqui obviamente isso não seria fácil por dois motivos: primeiro pela forma irresponsável a qual muitas IES lançaram cursos sem autorização do Ministério da Educação (MEC); o segundo, deu-se pelo fato que temos muita dificuldades para o novo, para o mais curto, para o mais barato. Para nós, tudo isso é sinônimo de menor qualidade, sem que pensemos na finalidade daquilo, simplesmente o reprovamos.
Isso ocorre com os cursos técnicos, que hoje tem uma oferta de vagas de empregos enorme e faltam técnicos formados para assumir estes postos. Muitos chegam a pagar salários de até R$ 9.000,00 (aproximadamente 3 mil dólares pela cotação da data que estou escrevendo este artigo). Mas o que ocorre é que existe um movimento de manada para um curso superior (ou para o concurso público – mas isso eu vou tratar depois), pois este dá status. Acaba sendo mais importante fazer o que as pessoas vão falar bem, do que fazer o que é melhor para o cidadão.
Se você está lendo isso, repense suas escolhas. Se vai orientar um filho (a), repense também. Fazer um curso técnico pode ser uma excelente escolha de entrar mais rápido no mercado de trabalho, pode ser uma forma de ser uma parada estratégica num andar chamado experiência e prática. Por exemplo, no caso de quem quer fazer Engenharia Civil e opta por fazer Edificações no curso técnico, com isso ganha muito mais conhecimento no fazer e depois, se quiser, poder continuar sua carreira fazendo um curso superior.
Outra enorme vantagem do curso técnico é que pode ser feito junto com o Ensino Médio. Com isso ganha-se tempo adquirindo uma profissão e concluindo esta fase do ensino, além de servir para saber se “é isso que a pessoa quer para vida” é muito comum hoje as pessoas depois de anos de faculdade e depois de desemprego resolverem fazer um novo curso, sob alegação de que quer novos desafios – bobagem – na verdade isso chama-se arrependimento ou escolha mal feita.
Uma coisa simples, porém muito pouco analisada, é que profissão é algo para que o ser humano seja feliz, mas obviamente que ele se sustente disso (pelo menos na maioria gigantesca dos casos). Então, começar pelo caminho correto vai ajudar no processo para se encontrar os resultados mais rápidos e melhores.
Fiquem na paz e lembrem-se: Pouca conversa e resultado sempre dá certo!
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*Esta semana a coluna respondeu ao questionamento sobre priorizar o diploma ou entrar no mercado de trabalho. Contribua você também com perguntas. Envie pelo e-mail: diariodoparaonline@gmail.com, identifique-se com seu nome e sobrenome e local onde mora.

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