Na tentativa de conseguir se destacar aos olhos do contratante em busca do tão desejado emprego, muitos profissionais esquecem de uma regra básica para a elaboração de currículos: menos é mais. E a falta de objetividade é um problema recorrente nos currículos.
Seja pelo layout enfeitado demais a detalhes irrelevantes sobre a trajetória, o excesso pode aparecer tanto na forma quanto no conteúdo do documento - o que além de atrapalhar a leitura, pode inclusive, depor contra o candidato pois um currículo cheio de firulas transmite a imagem de um profissional pouco prático.
A melhor estratégia é ir direto ao ponto. Confira o que pode, tranquilamente, ficar de fora do documento:
Nostalgia - Não há problema em citar os empregos que você teve no passado, mas tudo tem limite. As experiências ocorridas há mais de 10 anos precisam ser apresentadas de forma sucinta. É bobagem usar o espaço do currículo para detalhar o que foi feito há tanto tempo. O mesmo vale para a sua formação anterior à faculdade. Citar o lugar onde você cursou o ensino médio é aceitável, embora não obrigatório. Citar as escolas que vieram antes disso é desnecessário.
Tarefas operacionais - A descrição das atividades do dia a dia deve ser concisa. Se você atuou como gerente de vendas, por exemplo, não precisa citar que enviava relatórios ou fazia reuniões periódicas com a equipe pois esse tipo de informação além de óbvia, é irrelevante. Use apenas duas ou três linhas para descrever cada atividade desempenhada. Além disso, é fundamental mencionar os resultados que você trouxe para cada empresa por que passou.
Autoelogios - É ingênuo pensar que adjetivos positivos sobre você mesmo no curriículo vão melhorar a sua imagem: Ágil, dedicado, perfeccionista, obstinado, incansável...o autoelogio é um recurso de péssimo gosto, que pode inclusive desestimular o recrutador a chamar o candidato para uma entrevista.
Excesso de elementos visuais - Salvo algumas exceções, não é recomendado incluir fontes e cores diferentes, logos de empresas, fotos e outros elementos gráficos num currículo, pois isso só polui a página, e dá a impressão de que o profissional está preocupado demais em ‘enfeitar o pavão', e não com o que realmente importa.
Informações adiantadas - Incluir a sua pretensão salarial no currículo é precipitado. A remuneração deve ser discutida em uma fase posterior, frente a frente com o recrutador. Outro erro é apresentar dados como número do RG ou anexar materiais como portfólio, cartas e listas de referências. Esses itens serão pedidos em um momento mais avançado do processo seletivo, e além de dispensável, esse excesso pode transmitir ansiedade em convencer o recrutador de que você deve ser chamado.
Conhecimentos superficiais - Você conhece um pouquinho de programação? Sabe falar o básico em italiano? É preciso ser criterioso antes de incluir esse tipo de informação entre as suas competências pois na maioria das vezes, não é necessário mencionar um conhecimento superficial, ainda mais se ele for irrelevante para a sua área ou para a vaga que está disputando. Falar ou não falar dá na mesma.
Cursos extracurriculares - Na tentativa de exibir seus conhecimentos, você também pode exagerar no campo de cursos, e é desnecessário mencionar aperfeiçoamentos e capacitações que não tenham relação com a sua área e mesmo que eles tenham a ver com a sua profissão, é bom ser econômico. Basta mencionar os cinco ou dez cursos que mais fizeram diferença para você.
(DOL, com informações do portal UOL)
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