Os brasileiros deverão intensificar mais do que nunca os estudos para entrar no funcionalismo. Com as contas públicas passando pelo pior momento da história — podendo registrar três anos seguidos de deficit fiscal —, o governo federal enxugou o número de novas vagas, principalmente para o Executivo.
Eram previstas 34.576 postos a serem preenchidos por concurso no orçaento de 2015. Em 2016, são 25.606 vagas. Dessas, 9.059 são para reposição de aposentados e substituição de terceirizados. Das 16.547 que podem ser criadas, apenas 2.151, o equivalente a 13,7% do total, deverão ser preenchidas.
Segundo José Matias-Pereira, especialista em finanças públicas e professor da Universidade de Brasília (UnB), os números indicam que o Ministério do Planejamento será ainda mais rigoroso nas autorizações de concursos e nomeações de candidatos aprovados no próximo ano: "Acho que, infelizmente para aqueles que estão esperando abertura de concursos, o cenário não é favorável. Provavelmente, os poucos concursos que saírem atenderão áreas estratégicas relacionadas à arrecadação e tributação”, afirmou.
A tendência é que o governo federal siga priorizando certames para órgãos de atendimento ao público e agências reguladoras. Ao reforçar os órgãos responsáveis pela regulação, o governo pretende atrair recursos de grandes empresas, mantendo a aposta no Programa de Investimento em Logística (PIL).
CONCURSOS AUTORIZADOS
Somente neste ano, foram autorizados concursos das agências nacionais de Aviação Civil (Anac), de Saúde Suplementar (ANS), e do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que terão os editais publicados até o fim do ano.
E para isso, o governo federal incluiu na peça orçamentária encaminhada ao Congresso Nacional um Projeto de Lei que prevê a criação de mais de 8 mil cargos, incluindo 214 vagas para a ANS e 180 para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para esse item, a União prevê uma despesa de R$ 2,5 milhões em 2016. A matéria foi aprovada em agosto na Câmara dos Deputados e, agora, depende de aprovação no Senado Federal.
Mesmo com a necessidade de reduzir os gastos da máquina pública, o governo federal voltou a incluir o PL nº 4372/12, que estabelece a criação do Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior (Insaes), e do PL nº 5230/09, que prevê a criação de 36 cargos em comissão para o Ministério da Fazenda, o Ministério da Integração e para o Banco Central.
(DOL, com informações do Correio Web)
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