Uma maratona. Assim alguns candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) definiram os 2 dias de provas - no sábado (24) e domingo (25). O exame pode possibilitar o acesso ao ensino superior e tecnológico. No Pará, 367 mil pessoas se inscreveram para o Enem. Na manhã de anteontem, 5 horas antes da abertura dos portões, a técnica em enfermagem, Rita de Cássia de Moraes, 43 anos, já se encontrava em frente à Escola Estadual Augusto Meira, na avenida José Bonifácio. A candidata se adiantou para não correr o risco de perder o 1º dia de prova.
Apesar de adiantada – ela chegou ao local da prova às 6h -, Rita se surpreendeu com a quantidade considerável de candidatos que foram se juntando a ela ainda cedo. Antes das 10h, o número de pessoas aguardando na entrada do colégio já chegava a 40. “Ninguém quer correr o risco de ficar preso no trânsito, por isso todo mundo veio cedo.”
No 1º dia de prova, os alunos consideraram que as questões estavam dentro do conteúdo abordado em sala de aula. Se saiu melhor quem ficou antenado com o noticiário sobre a crise econômica do Brasil, já que boa parte das perguntas trouxe o tema para a prova. A candidata Ananda Cristina, 27 anos, realizou a prova pela 1ª vez e não sentiu dificuldades em resolver as questões. “Foi o que a gente mais estudou no cursinho, já era imaginado que esse assunto viria na prova”. Já o candidato Andrei de Souza, 18 anos, não esperava que o tema fosse trabalhado na prova, mesmo assim ele garante que não sentiu dificuldades. “Acompanhei esse assunto pela imprensa, por isso foi fácil resolver a prova”, afirma.
Por outro lado, os estudantes consideraram as perguntas relacionadas às disciplinas de ciências da natureza mais difíceis, principalmente pelo tamanho dos textos que, segundo os candidatos, exigiu maior concentração. As provas de química e física também foram eleitas como umas das mais trabalhosas. O candidato Paulo Dantas, 55 anos, que preferiu deixar o mais difícil para o fim. “Tem de eleger as prioridades e centrar esforço nas questões que temos mais facilidade”.
Ontem de manhã, por volta das 11h30, ou seja, meia hora antes do fechamento dos portões, na avenida Nazaré, o trânsito era muito intenso para um domingo, mas já não havia indícios de sufoco para entrar. Em frente ao Instituto de Estudos Superiores da Amazônia (Iesam), o estudante Andrei Rodrigues se mostrava conformado em ter perdido o 2º dia de prova. Ele foi do bairro do Jurunas para o local do exame, mas admite ter saído em cima da hora. “Só fiz para tentar conseguir o certificado de conclusão do Ensino Médio, mas não deu”.
CONFIANÇA
Apesar de rostos cansados pelos dois dias de prova, os candidatos saíam confiantes dos locais onde realizaram o exame. “Eu achei a prova bem fácil. Claro que foi cansativo, mas isso é só um detalhe que não atrapalha quem estudou para o Enem”, disse Naiana Sena, de 23 anos, que quer cursar Educação Física e Nutrição.
A mesma confiança teve a estudante Priscila Fortes, principalmente por considerar a edição deste ano do Enem mais fácil do que a dos anos anteriores. “Foi uma prova fácil, com assuntos atuais. Acredito que o grande concorrente de cada aluno foi a exaustão dos dois dias de prova, mas nada que prejudique”. O tema da redação, “a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, foi considerado bom pelos candidatos ouvidos pelo DIÁRIO.
(Diário do Pará)
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