Apesar das últimas projeções do PIB apontarem encolhimento de 1,5% na economia, o mercado de franquias está longe vivenciar a recessão. Somente no primeiro semestre do ano passado, este segmento cresceu mais de 11% se comparado ao mesmo período em 2014. A expectativa para 2016 é ainda mais surpreendente e prevê faturamento de R$ 62 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF).
“Muitas empresas entendem que esse momento é oportuno para aplicações em negócios, manter durante a recessão, e começar a colher fruto ao seu final”, explica o economista Alexandro Coutinho.
Foi assim para marcas como a Donuts (de bolos em forma de rosca). Em uma primeira investida no mercado brasileiro há mais de dez anos, a identidade americana àquela altura não agradou. Desde 2015, a empresa voltou com novos produtos e serviços buscando a aceitação dos brasileiros. “E tem conseguido se firmar. Essa tendência se consolida com o passar dos anos e em meses eles têm registrado crescimento em vendas”, explicou Coutinho.
Em Belém, os investimentos em marcas já consagradas têm crescido e se consolidado. Um exemplo disso é a Like a Boss Barbearia. Nascida em Goiânia, ela é a primeira franquia de barbearias do Brasil e teve a segunda unidade aberta na capital paraense.
O franqueado Paulo Pessoa explica que o mercado de franquias pode ser um bom investimento para quem quer ter o próprio negócio e não quer correr grandes riscos. “Uma franqueadora que tenha know how, atenda a demanda de suporte da rede e invista em inovações e tendências não só facilita a vida do novo franqueado como possibilita maior segurança”, pontua o empresário.
O mercado de franquias ainda é um chamariz para geração de emprego e renda. Quase que 25% das empresas sem “bandeira reconhecida” fecharam suas portas antes de completarem dois anos de criação. “Este dado é contrastado com as franquias, onde em média apenas 3,7% não alcançam a estabilidade e a consolidação na região onde vão atuar nesse mesmo período. São dados que balizam o investimento e garantem emprego e renda para população sem riscos de desemprego em curto espaço de tempo”, conclui.
(DOL)
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