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Aprenda a turbinar seu currículo

Os números negativos relacionados a empregos não param de crescer. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população desocupada no 1° semestre no País bateu os 11,4 milhões. No Pará, no último julho, foram feitas quase 25 mil d

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Os números negativos relacionados a empregos não param de crescer. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população desocupada no 1° semestre no País bateu os 11,4 milhões. No Pará, no último julho, foram feitas quase 25 mil demissões, conforme o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA).

Diante deste cenário, a procura por emprego se tornou ainda mais difícil. Porém, o primeiro passo para garantir um lugar no mercado é através de um bom currículo, que para Diana Neves, consultora em Recursos Humanos (RH) é a principal apresentação de um candidato. “As empresas avaliam quem é o profissional antes de conhecê-lo pelo currículo”, garante.

A especialista orienta que ele deva ser bem elaborado, e fornecer apenas as informações necessárias. “Excesso de texto, de cursos ou mesmo de folhas, cansam os avaliadores na leitura”, explica Daiana. Há 15 anos na profissão, a consultora diz que já avaliou vários currículos com erros graves, entre eles, os de ortografia.

“O candidato tem de tomar cuidado com o português. Para qualquer vaga ou nível, esses erros, o eliminam de primeira”, ressalta. Outra dica do que não fazer, é colocar informações mentirosas. “Se você fala inglês, coloque o nível. Se tem experiência em informática, especifique. Mas se não tem nada disso, nunca minta”, orienta.


(Arte: Ítalo Gadelha)

SEJA SINCERO!

A busca pelo emprego é uma realidade há 7 meses na vida da pedagoga Joelma Souza, de 25 anos. Desempregada, ela aposta suas fichas no currículo para tentar, pelo menos, uma entrevista nas empresas almejadas. “Eu adapto de acordo com a vaga. Umas pedem foto, outras sem”, diz.

Ela acredita que a verdade é essencial para concorrer qualquer emprego. “Digo apenas o que eu sei fazer, minhas experiências”, afirma. Joelma era estagiária em uma escola pública, quando ela se formou, perdeu a bolsa.

“Procuro dia e noite. Sou casada, mas eu prezo muito pela minha independência”, disse. Mesmo com conhecimento em sala de aula, Joelma garante que é o mais difícil na busca por uma oportunidade no mercado é a falta de experiência na carteira. “Apenas fiz estágio. Não conta muito, mesmo eu sabendo exercer a função”, reforça a pedagoga.

Durante o tempo em que está disponível no mercado, ela fez apenas uma entrevista de emprego. “Enquanto isso, vou estudando para concurso público e entregando muito currículo”, finalizou Joelma.

(Roberta Paraense / Diário do Pará)

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