Realizado em 2014 para preenchimento de 4.019 vagas em cadastro reserva, o concurso da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) foi declarado nulo pela Justiça Federal em virtude de irregularidades na aplicação das provas. Com a decisão, que foi confirmada em 27 de outubro e atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Dataprev será obrigada a realizar um novo processo seletivo.
A determinação está baseada no fato de 609 candidatos, de um total de mais de 62 mil inscritos, terem feito os exames em datas distintas aos demais, episódio que, no entendimento da Justiça, caracterizou “violação de protocolos de segurança”.
Em dezembro daquele ano, parte dos cadernos de provas que era destinada a Porto Velho, em Rondônia, foi remetida erroneamente a Boa Vista, em Roraima. O problema na distribuição resultou na anulação parcial do concurso e na remarcação dos dias de avaliação ex-clusivamente para os concorrentes que optaram por fazer ostestes em Porto Velho .
À época, apesar da solução encontrada pela Dataprev e pelo Instituto Quadrix, que chegaram a retomar o certame e, inclusive, divulgar os resultados do mesmo (em fevereiro de 2015), o MPF ingressou com uma ação civil pública argumentando falta de respeito ao princípio de igualdade de concorrência porque candidatos ao mesmo cargo responderam a provas diferentes.
Com a ação, a Justiça Federal emitiu uma liminar que obrigava a Dataprev a anular o concurso imediatamente. Ainda cabe recurso da sentença.
As informações são d Jornal dos Concursos.
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