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Máfia trocava aprovação em concursos por casas e até carros

A prisão de membros de um grupo que ficou conhecido como “Máfia dos Concursos”, desmontado pela operação Panoptes, da Polícia Federal, realizada no Distrito Federal, revelou o alto custo cobrado pelos criminosos para oferecer a aprovação em concursos públ

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A prisão de membros de um grupo que ficou conhecido como “Máfia dos Concursos”, desmontado pela operação Panoptes, da Polícia Federal, realizada no Distrito Federal, revelou o alto custo cobrado pelos criminosos para oferecer a aprovação em concursos públicos federais: em um dos casos, por exemplo, uma mulher ofereceu casa no valor de R$ 800 mil em troca de duas vagas em concurso para delegado.

Segundo agentes da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), os integrantes da quadrilha diluiam o dinheiro recebido dos aspirantes a cargos públicos em diversas movimentações bancárias, uma estratégia para não levantar suspeitas.

Em uma análise preliminar, os investigadores identificaram recibos que variavam de R$ 100 mil a R$ 160 mil.

Segundo informações do portal Metrópoles, os membros da organização criminosa não tinham pudor em oferecer facilidades.

“Existiam várias formas de atuação. Cola por meio de ponto eletrônico, celulares escondidos no banheiro e gabaritos trocados. O ponto eletrônico era um dos mais baratos. O pagamento era adiantado e, depois, os candidatos faziam um empréstimo consignado para quitar a dívida”, detalhou o delegado da Deco Maurílio Coelho.

Concurso para delegado

Para o concurso de delegado do Estado de Goiás, a organização criminosa teria recebido ajuda de Ricardo Silva do Nascimento, à época servidor da Fundação Universidade de Brasília e cedido ao Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). Ele foi flagrado por câmeras vasculhando o cofre de segurança da instituição em busca de cadernos de provas.

Segundo policiais da Deco do Distrito Federal, apenas Ricardo Nascimento movimentou cerca de R$ 1 milhão no último ano. De acordo com o delegado-adjunto da especializada, Adriano Valente, Ricardo trabalhava na parte de digitalização das provas, função que garantiria a aprovação dos “clientes” nos certames.

Organização criminosa

A primeira fase da Operação Panoptes foi deflagrada, no Distrito Federal, no último dia 21 de agosto. Na ocasião, foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra Helio Garcia Ortiz, o filho dele, Bruno de Castro Garcia Ortiz, Johann Gutemberg dos Santos e Rafael Rodrigues da Silva Matias.

Helio é apontado como chefe da organização criminosa. Bruno agia de forma operacional. Rafael era o braço direito de Hélio. E Johann facilitava o esquema fornecendo graduação e pós a quem precisasse e pagasse bem.

Helio Ortiz já é conhecido pela polícia, pois foi preso há 11 anos por cometer crimes semelhantes. Ele foi detido em sua casa, no Guará. Os mandados foram expedidos pela Vara Criminal de Águas Claras.

(Com informações do portal Metrópoles)

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