Seguindo a tendência de oferta de vagas observada nos últimos meses de 2017, os setores do comércio, serviços e a indústria devem oferecer boas oportunidades em 2018. Entre as profissões mais promissoras para o primeiro semestre, as que lidam diretamente com o público estão em destaque. Dependendo da profissão, a média salarial pode chegar a R$6.282.
Diretor de Recursos Humanos da Treinee RH, Thallys Ferreira destaca que, a partir do segundo semestre deste ano, quando a economia ficou mais aquecida, percebeu-se um aumento na oferta de vagas para as áreas do comércio e de serviços. Entre as profissões mais demandadas estiveram as de vendedor, promotor de vendas e recepcionista. “As profissões que lidam diretamente com o cliente final estão em alta porque as empresas estão preocupadas em fidelizar esses clientes”.
Para 2018, Thallys acredita que a oferta de novas vagas deve seguir os mesmos setores que estiveram em alta nos últimos meses deste ano, com uma alavancada da indústria. Os setores de comércio e serviços começaram a aquecer neste ano e, como eles demandam a indústria, é provável que provoquem uma reação de contratação também nesse setor. “Acredito que cargos ligados à indústria vão abrir novas vagas, maiores demandas em 2018, mas por enquanto ainda é tímido”.
Dentre as apostas do diretor de recursos humanos, estão profissões como gerente de loja, assistente administrativo, operador de caixa, entre outros. Para os engenheiros civis – profissão avaliada como uma das que devem voltar a reaquecer no primeiro período do ano –, a média salarial costuma ser de R$5.660 para vagas em Belém e até R$6.282 no interior do Pará.
Thallys destaca que, tanto no fim de 2017 quanto no início de 2018, o profissional que o mercado procura é o que não parou de se qualificar no tempo em que esteve sem emprego. Também são valorizados os profissionais que se mostram proativos, dinâmicos, comprometidos com os resultados da empresa e que têm iniciativa na resolução de problemas. “É um profissional que ainda é bastante buscado pelas empresas e que continuará a ser demandado em 2018”.
Independentemente da quantidade de vagas de emprego que devam surgir em 2018, os profissionais que esperam iniciar o novo ano com uma nova colocação no mercado devem trabalhar a capacidade de relacionamento. Para além da qualificação, o mercado tem avaliado o comportamento profissional na hora da contratação.
Diretora da Gestor Consultoria, Nara Abdon d’Oliveira aponta que hoje o empregador valoriza muito a atitude profissional do candidato ou contratado. “Hoje já encontramos uma oferta grande de cursos de qualificação em Belém. Então, o que o empresário tem sentido falta na hora de contratar é de um comportamento mais profissional, mais engajado, mais comprometido com trabalho.”
O office boy Bruno Costa, 29 anos, saiu da empresa em que trabalhava em novembro e, duas semanas depois, já estava começando a trabalhar em uma nova empresa. “Eu sempre vejo vagas pelas redes sociais. A pessoa tem de ir em busca do que precisa e deixar o currículo onde for possível”, recomenda. “Talvez a vaga que apareça não seja a que ela estava esperando, mas já serve pra pessoa se manter e ir buscando mais cursos, mais capacitação para quando surgir algo melhor”.
A estratégia utilizada por Bruno para conseguir se recolocar no mercado em um período de tempo tão curto foi começar a busca pela nova vaga ainda antes de sair do trabalho anterior. O office boy conta que a empresa em que trabalhava sinalizou com antecedência que precisaria fazer demissões e, antes que o aviso oficial chegasse às suas mãos, Bruno já começou a distribuir seu currículo. “Me preparei deixando meu currículo antes. Quando eu saí, passaram duas semanas e já me chamaram”, lembra. “A gente sabe que o mercado de trabalho está em crise e eu decidi correr atrás mesmo para passar essa virada de ano já empregado.”
"As profissões que lidam diretamente com o cliente final estão em alta porque as empresas estão preocupadas em fidelizar esses clientes”, Thallys Ferreira, Diretor de Recursos Humanos
PROFISSÕES E MÉDIA SALARIAL
1- TÉCNICO EM MANUTENÇÃO INDUSTRIAL
Elabora estudos e projetos, participa no desenvolvimento de processos, realiza projetos, opera sistemas elétricos, executa manutenção.
Exigência: necessário curso técnico
Média salarial - Belém: R$4.480; Interior do Estado: R$2.586
2- OPERADOR DE MÁQUINAS PESADAS
Planeja o trabalho, realiza manutenção básica de máquinas pesadas e as opera.
Exigência: Necessário CNH na categoria C ou acima.
Média salarial - Belém: R$937; Interior: R$ 1.895
3 -ENGENHEIRO CIVIL
Elabora projetos de engenharia civil, gerencia obras e controla qualidades de empreendimentos.
Exigência: nível superior
Média salarial - Belém: R$5.660; Interior: R$6.282
5- ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
Executa serviços de apoio nas áreas de recursos humanos, administração, finanças e logística.
Exigência: nível médio
Média salarial - Belém: R$1.408; Interior: R$1.192
6- COZINHEIRO
Organiza e supervisiona serviços de cozinha em hotéis, restaurantes, hospitais e residências.
Exigência: nível médio
Média salarial - Belém: R$1.320; Interior: R$1.113
7- GERENTE DE LOJA
Planeja atividades nos comércios varejista, atacadista e de assistência técnica. Atende clientes e administra e estrutura equipes de trabalho.
Exigência: nível médio
Média salarial - Belém: R$3.544; Interior: R$2.301
8- GERENTE DE RESTAURANTE
Gerencia e promove produtos e serviços em alimentação, coordenando áreas operacionais de restaurantes e bares.
Exigência: nível médio
Média salarial - Belém: R$2.911; Interior: R$1.760
9- OPERADOR DE CAIXA
Recebe valores de produtos e serviços.
Exigência: nível médio
Média salarial - Belém: R$1.243; Interior: R$1.073
10- RECEPCIONISTA
Recepciona e presta serviços de apoio a clientes, pacientes, hóspedes, visitantes e passageiros, prestando atendimento telefônico e fornecendo informações.
Exigência: nível médio
Média salarial - Belém: R$1.082; Interior: R$1.069
11- VENDEDOR E PROMOTOR DE VENDAS
Vende mercadorias em estabelecimentos do comércio varejista ou atacadista, auxiliando os clientes na escolha.
Exigência: nível médio
Média salarial - Belém: R$1.551; Interior: R$1.096
Fonte: Thallys Ferreira - diretor de Recursos Humanos da Treinee RH.
SERVIÇO
Consultor em recursos humanos e diretor executivo da empresa especializada em consultoria e desenvolvimento estratégico de RH “BAZZ Estratégia e Operação de RH”, Celso Bazzola aponta sete passos para quem pretende se reposicionar no mercado de trabalho:
1- Amplie sua rede de relacionamentos a cada momento. Isto é, trabalhe o seu network, lembrando que esse não deve ser utilizado somente nas necessidades. Assim, esteja pronto também para ajudar e nunca deixar de ser lembrado
2- Defina uma estratégia para que possa desenvolver sua autoapresentação, de forma transparente, segura e que demonstre preparo
3- Crie interesse por parte do entrevistador, por meio de um currículo bem elaborado, com ordem e clareza na apresentação descrita e verbal, apresentando quais seus objetivos e seu potencial
4- Cuidar da imagem pessoal é tão importante quanto os demais itens, demonstra autoestima
5- Busque conhecimento e informações além de sua formação, a fim de se manter atualizado diante das mudanças de mercado
6- Conheça as empresas onde você tem interesse em buscar oportunidades, analisando seus produtos ou serviços, estrutura e sua colocação de mercado
7- Tenha transparência e autenticidade, não queira construir um personagem, seja você mesmo, demonstre o quanto tem valor nas competências técnicas e comportamentais.
SETORES
Em matéria publicada pelo DIÁRIO no dia 26 de novembro, o Dieese destaca que de janeiro deste ano até o fim do mês passado, cinco setores da economia se destacaram como os que mais geraram admissões: construção civil, comércio, serviços, indústria de transformação e agropecuária. Para o supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena, esses mesmos setores devem puxar a geração de emprego no Estado em 2018.
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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