O mês de janeiro marca o começo de um novo ano e, para muitas pessoas, o início da busca por novas oportunidades. Em uma realidade de mercado competitiva como a atual, pode ser difícil ter a chance de conseguir o primeiro emprego sem uma boa qualificação, o que faz com que muitos jovens permaneçam desempregados ou sem experiência profissional, mesmo depois de deixarem a escola.
Por isso existe a lei federal nº 10.097, que garante a existência do programa Jovem Aprendiz, em que empresas fornecem oportunidades a pessoas entre 14 e 24 anos de trabalhar no segundo setor enquanto participam de cursos de formação técnico-profissional.
“A lei obriga que toda empresa tenha entre 5% a 15% de seu quadro de funcionários composto por jovens aprendizes”, explica o especialista em recursos humanos e gestor da Proativa do Pará, Edivaldo Meireles. “A própria empresa precisa recrutar esses jovens, registrá-los e matriculá-los em curso profissionalizante, preferencialmente, do Sistema S (Serviços Nacionais de Aprendizagem) e, caso não haja vagas, em outras entidades qualificadas”, continua o gestor.
QUALIFICAÇÃO
A Proativa é uma dessas entidades que oferecem diversos tipos de cursos tanto para jovens aprendizes, quanto estagiários e técnicos. “Temos cursos de vários setores, de acordo com a necessidade do mercado, que cobrem uma grande quantidade de disciplinas”, esclarece Meireles.
Um curso do setor comercial, por exemplo, o setor que mais contrata aprendizes atualmente, trabalha empreendedorismo, marketing, gestão de negócios, planejamento, inclusão digital, entre outros temas.
Meireles orienta que o jovem interessado em uma vaga como aprendiz deve ficar atento às empresas que estão contratando. Ele pode ter acesso às vagas disponíveis procurando um dos Serviços Nacionais de Aprendizagem (Senai, Senac, Senar, Senat e Sescoop) ou a Proativa. Outras dicas são alguns sites de oportunidades que podem ser encontrados na internet, como o www.jovemaprendizbr.com.br.
Além disso, é importante que ele tenha um currículo pronto para ser entregue para participar das seleções, que são feitas pelas próprias empresas. “E, durante as etapas, é essencial que ele seja pontual, dinâmico, proativo e bem apresentado”, aconselha o especialista.
Caso seja aprovado, a posse da Carteira de Trabalho é imprescindível para o registro do aprendiz no programa. “É algo muito simples, prático e objetivo. A maior beneficiada é a própria sociedade, pois ao ocuparmos os jovens, nós os afastamos da criminalidade e lhe damos perspectiva de vida”.
VEJA COMO FUNCIONA O JOVEM APRENDIZ - O jovem aprendiz recebe por hora trabalhada, de acordo com o salário mínimo vigente, e deve cumprir uma carga horária de 20 horas semanais, sendo 16h na empresa e 4h no curso profissionalizante. - Dois anos é o tempo máximo que ele pode trabalhar na condição de aprendiz em uma mesma empresa, ficando livre para ser contratado em outro estabelecimento e realizar outro curso profissionalizante, até fazer 24 anos. - Qualquer contrato com um jovem aprendiz que não siga as regras do programa estabelece, automaticamente, vínculo empregatício com o jovem, estando passível das leis trabalhistas vigentes. - As empresas que não cumprem o mínimo de 5% de aprendizes em sua equipe podem sofrer sanções do Ministério do trabalho. |
(Arhur Medeiros/Diário do Pará)
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