Empreendendo há mais de 20 anos, o microempresário Marcus Magno, de 50 anos, reconhece que o segmento de micro e pequenas empresas é fonte não só de geração de emprego e renda, mas de fomento à economia local direta e indiretamente.
Há um ano, Marcus decidiu mudar de ramo, deixando de atuar na área de papelaria para abrir a primeira ótica, situada na Avenida Pedro Miranda, bairro da Pedreira, em Belém. Mesmo em curto espaço de tempo, ele conseguiu abrir mais uma loja, na Avenida Senador Lemos, no bairro do Telégrafo, também na capital, e garante que a tendência é continuar crescendo.
“Um ano depois de ter aberto a primeira ótica, procurei o Sebrae porque acredito que com o conhecimento técnico que eles têm podemos melhorar ainda mais”, pondera o microempresário que hoje possui quatro funcionários de carteira assinada e ainda pretende montar a terceira loja, também no Telégrafo.
Um dos funcionários do microempresário é o atendente Thiago Silva, de 32 anos, que estava alguns meses desempregado antes de conseguir a vaga na ótica. “É com essa renda que sustento minha família. Acho que é mais rápido você conseguir emprego hoje numa micro e pequena empresa”, avalia.
SALDO POSITIVO
Com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), um levantamento do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Pará (Sebrae) mostrou que os pequenos negócios do Estado apresentaram saldo positivo de 1.055 postos de trabalho, em junho deste ano.
De janeiro até junho de 2018, as Micro e Pequenas Empresas (MPE) tiveram saldo acumulado positivo com a geração de mais 10.679 postos de trabalho no mercado paraense, mantendo tendência estável positiva na geração de empregos nos primeiros seis meses deste ano.
Ou seja, no primeiro semestre do ano, o segmento de MPE registrou 83.030 admissões contra 72.351 demissões, o que resultou no saldo positivo de 10.679 postos de trabalho. Por outro lado, as médias e grandes empresas do Estado deixaram um saldo negativo de 8.279 – demissões no período.
O superintendente do Sebrae/PA, Fabrizio Guaglianone, explica que as micro e pequenas empresas têm sido fundamentais para novas contratações. “É o caminho a curto e médio prazos para desenvolver o País. Tem também o reflexo social por combater a violência, melhorar a condição de saúde e educação, pois essa pessoa empregada tem um poder aquisitivo melhor para não depender do poder público”, avalia.
EXEMPLO
Dono da tapiocaria Dom Zeca’s, na Avenida Pedro Miranda, José Maria Cardoso, 57, trabalhou de carteira assinada por um ano. Depois de fazer cursos no Sebrae, investiu no empreendedorismo. Com uma funcionária, ele ainda gera renda aos fornecedores e tem propostas para abrir franquias.
“Pretendo ampliar ainda mais o negócio. Já me propuseram dar cursos sobre cuscuz e tapiocas”, conta o microempreendedor.
(Pryscila Soares/Diário do Pará)
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