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CULTURA E INCLUSÃO

Arrastão comemora 33 anos do Boi Marronzinho e destaca Projeto Periferia Viva

Mostra Ecocultural encerra com ações ambientais, cultura e metas para o Tucunduba

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Imagem ilustrativa da notícia Arrastão comemora 33 anos do Boi Marronzinho e destaca Projeto Periferia Viva camera A história do Boi Marronzinho nasceu como um resgate e valorização da cultura do boi-bumbá. | Foto: Divulgação

Comemorar os 33 anos da Associação Cultural Amazônica Boi Marronzinho, apresentar resultados dos trabalhos desenvolvidos nos últimos seis meses pelos moradores dos bairros da Terra Firme, Marco, Guamá, Canudos e Universitário em defesa do Rio Tucunduba Vivo e divulgar as metas para serem implantadas no segundo semestre dentro Projeto Periferia Viva em parceria com o Ministério das Cidades (MC), a Fundação Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa da Universidade Federal do Pará (Fadesp-UFPA) e o Chalé da Paz nestes territórios.

Estes pontos, segundo Joélcio Ataíde dos Santos, sociólogo, produtor cultural, arte educador e guardião do Boi Marronzinho, marcaram o encerramento da Mostra Ecocultural Tucunduba Verde e Resiliente, realizada ontem, 21 de junho, no território Terra Firme, envolvendo um arrastão com integrantes e brincantes dos Bois Marronzinho, Vagalume, Curumim Tabatinga e do Boi Rei da Barão, atuantes nos bairros da Terra Firme, Marambaia, Guamá e Sacramenta. Foi realizado, também, um passeio no Bonde da Alegria com as famílias e as crianças no entorno dos territórios.

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HISTÓRIA - A história do Boi Marronzinho nasceu como um resgate e valorização da cultura do boi-bumbá. Esta ação, segundo Joélcio, motivou a comunidade a se organizar frente aos desafios da expansão da cidade e às necessidades de exigir políticas públicas uma vez que todos pagam impostos e devem ter os seus direitos constitucionais garantidos e efetivados pelo poder público, relatou.

No contexto, ele enfatiza que a parceria com as instituições permitiu o resgate da memória afetiva da comunidade sobre a história do bairro e a implantação da política pública de Soluções Baseadas na Natureza (SBN). “Realizamos cinco gincanas premiadas nestes bairros, além do apoio estratégico recebido pelos espaços de vivências da Nossa Biblioteca e dos pontos de encontros junto aos Guardiões Defensores dos Rios Urbanos, Espaço Ray e o Guardião Lutar Sempre”, elogia.

RESULTADOS - Por sua vez, Myrian Cardoso, assessora colaborativa do Projeto, informa que os trabalhos de campo sistematizaram 35 pontos passíveis de alagamento, degradação ambiental e calor extremo nestes bairros. “A temperatura medida no asfalto alcançou 42 graus. Na sombra de uma árvore, com piso de cimento, atinge 32 graus. Na grama de uma praça, 29 graus. Isso revela a importância da ação do plantio de 200 espécies de árvores frutíferas e regionais que realizamos para garantir mais sustentabilidade climática nos territórios”.

Além disso, foram certificados 100 agentes socioambientais e cinco guardiões, que dialogarão com os moradores sobre os resultados preliminares do mapeamento histórico e afetivo de ocupação da bacia do Tucunduba, reforçando os laços de convivência e de valorização patrimonial em defesa do rio.

METAS – No segundo semestre serão realizadas 50 oficinas de formação de agentes construtores para trabalhar com as Soluções Baseadas na Natureza. “É a aproximação de uma política pública do governo federal com a universidade, com a comunidade e os demais setores da sociedade civil. Até o final de 2026 implantaremos 30 protótipos de SBNs”, assinala.

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A moradora do bairro da Terra Firme, Carla Daiara Santos (foto), mãe de Luiz Miguel Santos, de 7 anos, e de Sula Letícia Santos, de 9 anos, participou do encerramento da Mostra Ecocultural Tucunduba Verde e Resiliente e vivenciou o passeio de Bonde da Alegria no entorno do Rio Tucunduba. “É um processo educacional importante para os meus filhos. Eles estão estudando, gostam de ler e falam sempre em respeitar a natureza, o bairro e as decisões coletivas. Fico imensamente contente. É uma defesa do presente e do futuro de todos nós”, finaliza.

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