O Dia dos Pais é uma boa oportunidade para deixar o presente de lado por algumas horas e compartilhar uma experiência com quem ocupa um lugar especial na família. Para quem pretende comemorar a data diante da televisão, uma seleção de filmes sobre paternidade pode render risadas, lágrimas e, principalmente, boas conversas sobre a relação entre pais e filhos.
O cinema já contou essa história de muitas maneiras: há pais que enfrentam a pobreza para proteger os filhos, aqueles que precisam aprender a exercer a paternidade, os que descobrem que amar também significa deixar os filhos seguirem seu próprio caminho e até personagens que revisitam a própria relação com os pais. Para o Dia dos Pais de 2026, celebrado neste domingo (09/08), confira oito títulos que podem inspirar uma sessão especial em família.
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1. À PROCURA DA FELICIDADE
Poucos filmes representam tão diretamente a ideia de persistência e sacrifício na relação entre pai e filho quanto À Procura da Felicidade (2006). Will Smith interpreta Chris Gardner, um homem que enfrenta dificuldades financeiras, o fim do casamento e a falta de moradia enquanto tenta construir uma vida melhor para o filho Christopher, interpretado por Jaden Smith. A situação chega ao limite quando os dois passam a viver nas ruas.
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O longa ganha ainda mais força porque Will e Jaden Smith são pai e filho também na vida real. A história mostra que, em momentos de extrema dificuldade, a responsabilidade de cuidar de uma criança pode se transformar em combustível para continuar tentando.
Por que assistir com seu pai: é uma história sobre perseverança, amor e a disposição de enfrentar dificuldades em nome de quem se ama.
2. PROCURANDO NEMO
Nem todo filme sobre paternidade precisa ser um drama. Em Procurando Nemo (2003), a animação da Pixar transforma a aventura de um peixe em uma história sobre proteção, medo e confiança.
Depois que Nemo é levado para longe de casa, seu pai, Marlin, atravessa o oceano em busca do filho. Durante a jornada, precisa superar seus próprios medos e entender que proteger uma criança não significa impedir que ela descubra o mundo.
A relação entre Marlin e Nemo é um dos exemplos mais conhecidos de paternidade no cinema de animação.
Por que assistir com seu pai: além da aventura, o filme abre espaço para conversar sobre proteção, liberdade e confiança entre pais e filhos.
3. 2 FILHOS DE FRANCISCO
O cinema brasileiro também tem uma história poderosa sobre paternidade. 2 Filhos de Francisco (2005) acompanha a trajetória de Francisco, pai de uma família pobre que alimenta o sonho de ver dois de seus nove filhos se transformarem em músicos.
A produção dramatiza a trajetória que levou Zezé Di Camargo e Luciano ao sucesso e apresenta um pai determinado a incentivar o talento dos filhos mesmo diante das dificuldades econômicas.
O longa é uma opção especialmente interessante para quem quer incluir uma produção nacional na programação do Dia dos Pais.
Por que assistir com seu pai: porque mostra como incentivo, persistência e confiança podem fazer parte da herança que um pai deixa para os filhos.
4. UMA FAMÍLIA DE DOIS
Em Uma Família de Dois (Demain tout commence), o francês Samuel, interpretado por Omar Sy, leva uma vida despreocupada até descobrir que é pai de uma menina chamada Glória.
A chegada inesperada da criança muda completamente sua rotina. Samuel inicialmente não sabe como lidar com a responsabilidade, mas acaba criando a filha sozinho e construindo com ela uma relação de profunda cumplicidade. Anos depois, o retorno da mãe biológica coloca essa relação à prova.
A produção combina comédia e drama para mostrar que ninguém nasce sabendo ser pai. A paternidade, muitas vezes, é construída no cotidiano, entre erros, descobertas e escolhas.
Por que assistir com seu pai: é uma boa pedida para refletir sobre como o vínculo entre pai e filho pode nascer e se fortalecer mesmo diante de circunstâncias inesperadas.
5. CAPITÃO FANTÁSTICO
E se um pai decidisse criar os filhos completamente afastados dos padrões tradicionais da sociedade? Essa é a provocação de Capitão Fantástico (2016), estrelado por Viggo Mortensen. O personagem Ben vive isolado com os seis filhos em uma região de floresta e os educa segundo suas próprias convicções.
A morte da mãe das crianças, porém, obriga a família a deixar aquele universo particular e entrar em contato com o mundo exterior. A partir daí, o filme questiona as certezas do próprio pai e coloca em discussão os limites entre educar, proteger e preparar os filhos para a vida.
Por que assistir com seu pai: porque não apresenta a paternidade como uma fórmula pronta. Pelo contrário, provoca uma discussão sobre educação, liberdade, proteção e os limites das escolhas dos pais.
6. PEIXE GRANDE E SUAS HISTÓRIAS MARAVILHOSAS
Em Peixe Grande (2003), a relação entre pai e filho aparece de maneira mais delicada e melancólica. Edward Bloom passou a vida contando histórias extraordinárias sobre suas próprias aventuras. O filho, Will, cresceu desconfiando dessas narrativas e sentindo que nunca conheceu de verdade o pai.
Quando Edward adoece, Will tenta separar realidade e fantasia para finalmente compreender quem foi aquele homem. A busca acaba revelando que conhecer alguém também pode significar compreender as histórias que essa pessoa escolheu contar sobre a própria vida.
Por que assistir com seu pai: é uma escolha para quem quer uma sessão mais reflexiva, especialmente sobre memória, envelhecimento, diferenças entre gerações e aquilo que permanece depois que os pais se vão.
7. A ÚLTIMA MÚSICA
Baseado no romance de Nicholas Sparks, A Última Música (2010) acompanha Ronnie, uma adolescente que precisa passar o verão com o pai, Steve, em uma cidade litorânea. A convivência inicialmente é difícil. Ronnie carrega ressentimentos e mantém distância do pai, de quem esteve afastada durante anos. Aos poucos, porém, os dois reconstroem a relação.
O filme coloca no centro da narrativa uma questão bastante comum nas famílias: às vezes, a aproximação entre pais e filhos acontece justamente quando ambos encontram espaço para ouvir um ao outro.
Por que assistir com seu pai: é indicado para quem gosta de histórias sobre reconciliação, afetos interrompidos e segundas chances.
8. O PAI DA NOIVA
Para fechar a lista em um tom mais leve, O Pai da Noiva (1991) aposta no humor para mostrar uma das grandes dificuldades da paternidade: aceitar que os filhos cresceram.
George Banks vê sua filha Annie se preparar para o casamento e precisa lidar com sentimentos que vão muito além das despesas e da organização da cerimônia. A comédia transforma a ansiedade paterna em situações divertidas, mas também aborda a dificuldade de aceitar as mudanças na vida dos filhos. O filme conta ainda com um remake recente estrelado por Andy Garcia e Gloria Estefan e adaptado para uma família cubano-americana.
Por que assistir com seu pai: porque lembra, com humor, que parte de ser pai também é aprender a acompanhar os filhos enquanto eles conquistam autonomia.
UMA SESSÃO DE CINEMA QUE PODE VIRAR CONVERSA
Mais do que escolher um filme para o Dia dos Pais, a ideia é transformar a sessão em uma oportunidade de convivência. As oito produções apresentam pais muito diferentes entre si: o pai que luta contra a pobreza, o que precisa superar o medo, o que incentiva os filhos, o que aprende a cuidar, o que precisa rever suas próprias certezas e aquele que tem dificuldade de aceitar que os filhos cresceram.
Por isso, a melhor escolha pode depender do tipo de história que combina com cada família. Para quem quer emoção, À Procura da Felicidade e Uma Família de Dois são boas apostas. Quem prefere animação pode escolher Procurando Nemo. Para uma produção brasileira, 2 Filhos de Francisco é uma alternativa natural. Já Capitão Fantástico e Peixe Grande podem render conversas mais profundas sobre educação, memória e relações familiares.
No fim, o filme é apenas o ponto de partida. A melhor parte da sessão pode acontecer depois dos créditos, quando pai e filho começam a contar as próprias histórias.
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