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4ª TEMPORADA

Bridgerton retorna com tabu do sexo na alta sociedade inglesa

Novos episódios da série da Netflix abordam desigualdade de informação entre homens e mulheres na era da Regência

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Imagem ilustrativa da notícia Bridgerton retorna com tabu do sexo na alta sociedade inglesa camera A 4ª temporada de Bridgerton explora o tabu do sexo feminino na alta sociedade do século 19, abordando desigualdades e relações conjugais com profundidade. | Divulgação/Netflix

Aviso de spoiler: a matéria a seguir contém detalhes da 4ª temporada de Bridgerton.

A quarta temporada de Bridgerton marca o retorno do drama de época da Netflix com uma abordagem menos óbvia do que aquela que ajudou a consolidar o sucesso da produção. Dividida em duas partes, com estreias previstas para 29 de janeiro e 26 de fevereiro, a nova leva de episódios desloca o olhar das cenas sensuais para um tema incômodo e historicamente preciso: o tabu em torno do sexo feminino na alta sociedade inglesa do século 19.

Ambientada na era da Regência, a série passa a tratar de forma mais direta o abismo de informação entre homens e mulheres quando o assunto é sexualidade. Enquanto jovens solteiros de famílias ricas circulavam pela Europa acumulando experiências amorosas antes do casamento, mulheres da mesma classe social chegavam à vida conjugal sem qualquer orientação sobre o próprio corpo. Esse contraste surge como elemento central na trama envolvendo Francesca Bridgerton, agora Lady Kilmartin, e seu marido John Stirling, recém-casados que retornam das Highlands para Mayfair enfrentando dificuldades de intimidade.

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A insegurança de Francesca diante da vida sexual do casal se transforma em conflito narrativo e expõe o quanto o silêncio imposto às mulheres da época moldava relações conjugais. Sem referências ou informações, a personagem busca apoio em mulheres próximas, como a mãe, Lady Bridgerton, e a cunhada Penelope, revelando uma rede feminina que tenta suprir, ainda que de forma precária, lacunas deixadas por convenções sociais rígidas. O casal também é levado a enfrentar o tema diretamente, rompendo com a ideia de que esses assuntos deveriam permanecer implícitos ou evitados.

Paralelamente, a temporada amplia discussões sobre representatividade ao aprofundar traços de Francesca que parte do público identifica como associados à neurodivergência. Embora a autora Julia Quinn não tenha concebido a personagem com esse objetivo, roteiristas e elenco reconhecem que características como a necessidade de silêncio e o desconforto em interações sociais ressoaram especialmente entre espectadores autistas. A abordagem, segundo a produção, não foi construída de forma didática, mas integrada organicamente à narrativa, o que contribuiu para a identificação do público.

Apesar do destaque dado à história de Francesca, o eixo principal da temporada recai sobre Benedict Bridgerton. O personagem, conhecido pelo comportamento boêmio, se envolve com Sophie, uma mulher misteriosa apresentada durante o tradicional baile de máscaras da família. A trama, inspirada em elementos do conto da Cinderela, conduz o espectador a um território até então pouco explorado pela série: o cotidiano e os dilemas dos empregados, ampliando o retrato social do universo de Bridgerton.

Outros núcleos reforçam o equilíbrio entre renovação e continuidade. A chegada de Lady Araminta Gun, interpretada por Katie Leung, introduz uma antagonista que revisita o arquétipo da madrasta autoritária, enquanto a dinâmica entre a Rainha Charlotte e Lady Danbury ganha contornos mais tensos. A relação de amizade entre as duas é colocada à prova quando a soberana se recusa a abrir mão da companhia da confidente, levantando reflexões sobre autonomia, expectativas e os limites impostos às mulheres, mesmo aquelas em posições de poder.

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Ao apostar em conflitos menos espetaculares e mais estruturais, a quarta temporada de Bridgerton sinaliza uma maturação narrativa. A série mantém o apelo visual e o melodrama característicos, mas amplia o debate ao tratar de desigualdades históricas, pertencimento e liberdade feminina, sem perder de vista o entretenimento que a transformou em um fenômeno global.

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