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VIAGEM CINEMATOGRÁFICA PELO PAÍS

Dia do Cinema Brasileiro: 25 filmes nacionais para assistir na Netflix

De clássicos como A Hora da Estrela a lançamentos como O Agente Secreto, seleção reúne produções que retratam culturas e paisagens das cinco regiões do Brasil.

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Imagem ilustrativa da notícia Dia do Cinema Brasileiro: 25 filmes nacionais para assistir na Netflix camera O Último Azul, gravado no Amazonas, imagina um Brasil distópico em que idosos são obrigados a deixar suas casas para viver em colônias. | Divulgação

Em um país de dimensões continentais como o Brasil, o cinema sempre desempenhou um papel fundamental na construção de identidades, na preservação de memórias e na difusão das múltiplas realidades que compõem o território nacional. Do sertão às metrópoles, das florestas amazônicas ao litoral urbano, cada filme carrega um recorte único de um país plural.

No Dia do Cinema Brasileiro, celebrado nesta sexta-feira (19), uma seleção especial disponível na Netflix reúne 25 filmes nacionais que percorrem as cinco regiões do país, reunindo clássicos, produções premiadas e lançamentos recentes que ajudam a contar a história do Brasil através da sétima arte.

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NORTE: AMAZÔNIA URBANA E ANCESTRALIDADE EM CENA

Serra Pelada retrata a corrida pelo ouro que transformou o sudeste do Pará nos anos 1980, acompanhando a trajetória de dois amigos consumidos pelo sonho de enriquecer no maior garimpo a céu aberto do mundo.
📷 Serra Pelada retrata a corrida pelo ouro que transformou o sudeste do Pará nos anos 1980, acompanhando a trajetória de dois amigos consumidos pelo sonho de enriquecer no maior garimpo a céu aberto do mundo. |Divulgação

A região Norte é representada por obras que exploram tanto a vida urbana quanto as profundezas culturais da Amazônia. Entre elas, destaca-se Noites Alienígenas (Acre, 2022), que aborda o avanço do crime organizado em um contexto de vulnerabilidade social.

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Quer mais Outro destaque é O Último Azul (Amazonas, 2025), filme distópico gravado em cidades como Novo Airão, Manaus e Manacapuru, que conquistou reconhecimento internacional no Festival de Berlim. A seleção ainda inclui Tainá: Uma Aventura na Amazônia (Amazonas e Pará, 2001) e Serra Pelada (Pará, 2013), que retratam desde a preservação ambiental até os efeitos da ganância no garimpo.

NORDESTE: ENTRE O SERTÃO, A FÉ E OS DILEMAS HUMANOS

O Agente Secreto, estrelado por Wagner Moura e dirigido por Kleber Mendonça Filho, é um dos destaques da seleção de filmes brasileiros disponíveis na Netflix.
📷 O Agente Secreto, estrelado por Wagner Moura e dirigido por Kleber Mendonça Filho, é um dos destaques da seleção de filmes brasileiros disponíveis na Netflix. |Divulgação

No Nordeste, as narrativas transitam entre o drama social, o humor e o existencialismo. Filmes como Saudade Fez Morada Aqui Dentro (Bahia, 2022) e Serra das Almas (Pernambuco, 2023) exploram desafios pessoais e tensões sociais.

O destaque fica por conta de O Agente Secreto (Pernambuco, 2025), ambientado em 1977, que acompanha Marcelo, um especialista em tecnologia que retorna ao Recife em busca de redenção. Já produções como Cidade Baixa (Bahia, 2005), Pacarrete (Ceará, 2020) e Deus É Brasileiro (Alagoas, 2003) reforçam a diversidade temática da região.

CENTRO-OESTE: POLÍTICA, IDENTIDADE E NATUREZA

Democracia em Vertigem revisita momentos decisivos da política brasileira ao combinar memórias pessoais da diretora com acontecimentos que marcaram a história recente do país.
📷 Democracia em Vertigem revisita momentos decisivos da política brasileira ao combinar memórias pessoais da diretora com acontecimentos que marcaram a história recente do país. |Divulgação

A região Centro-Oeste apresenta produções que vão do drama biográfico ao documentário político e ambiental. 2 Filhos de Francisco (Goiás, 2005) retrata a trajetória da família que revelou Zezé Di Camargo & Luciano.

Já Democracia em Vertigem (Distrito Federal, 2019) e Apocalipse nos Trópicos (Distrito Federal, 2025) exploram a política brasileira contemporânea. A lista também inclui o inédito Marcha das Onças (Pantanal, 2026), documentário que acompanha a vida de onças-pintadas e os desafios da preservação ambiental.

SUDESTE: DA LITERATURA AO COTIDIANO URBANO

Em A Hora da Estrela, Macabéa, uma jovem imigrante nordestina, tenta construir uma nova vida em São Paulo em uma das adaptações mais marcantes da obra de Clarice Lispector.
📷 Em A Hora da Estrela, Macabéa, uma jovem imigrante nordestina, tenta construir uma nova vida em São Paulo em uma das adaptações mais marcantes da obra de Clarice Lispector. |Divulgação

O Sudeste reúne alguns dos títulos mais icônicos do cinema nacional. A Hora da Estrela (São Paulo, 1985), baseado na obra de Clarice Lispector, segue como referência da adaptação literária no cinema brasileiro.

Produções como O Palhaço (Minas Gerais, 2011) e o clássico Rio, 40 Graus (Rio de Janeiro, 1955) retratam o cotidiano urbano sob diferentes perspectivas. Entre os lançamentos, destacam-se Vicentina Pede Desculpas (Minas Gerais, 2026), ainda inédito.

SUL: DILEMAS HUMANOS E CRÍTICA SOCIAL

Estômago (2007) mistura humor, drama e gastronomia para contar a história de um cozinheiro talentoso cuja habilidade na cozinha transforma sua vida dentro e fora da prisão.
📷 Estômago (2007) mistura humor, drama e gastronomia para contar a história de um cozinheiro talentoso cuja habilidade na cozinha transforma sua vida dentro e fora da prisão. |Divulgação

No Sul do país, os filmes exploram questões sociais, morais e existenciais. Estômago (Paraná, 2007) é um dos destaques, ao narrar a ascensão e queda de um cozinheiro talentoso.

Também integram a seleção O Homem que Copiava (Rio Grande do Sul, 2005), Saneamento Básico, O Filme (Rio Grande do Sul, 2007) e O Tempo e o Vento (Rio Grande do Sul, 2013), que adaptam grandes obras e retratam conflitos históricos e cotidianos.

BÔNUS: PERTENCIMENTO E TRANSFORMAÇÃO

Fechando a lista, O Filho de Mil Homens (Rio de Janeiro e Bahia, 2025) adapta a obra de Valter Hugo Mãe e acompanha a jornada de um pescador solitário em busca de sentido e pertencimento, reforçando o poder do cinema brasileiro em traduzir emoções universais a partir de histórias locais.

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