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CINEMA

'Lula, o filho do Brasil' enfrentará concorrência

A disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, com apenas dois candidatos e 30 dias de campanha, parece simples perto de outra competição que surge no horizonte para um certo “Lula”. Anunciado como a escolha brasileira na briga pelo

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A disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, com apenas dois candidatos e 30 dias de campanha, parece simples perto de outra competição que surge no horizonte para um certo “Lula”. Anunciado como a escolha brasileira na briga pelo Oscar de Filme em Língua Estrangeira, “Lula, o filho do Brasil”, de Fábio Barreto, terá pela frente 61 produções e três meses para convencer um comitê de cerca de 300 eleitores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA de que merece estar entre os cinco finalistas do prêmio, ainda inédito para o Brasil.
O prazo da inscrição para o Oscar de Filme em Língua Estrangeira se encerrou na última sexta-feira, com 62 países anunciando suas escolhas. Obras importantes, como o tailandês “Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas”, de Apichatpong Weerasethakul, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, e o turco “Um doce olhar”, de Semi Kaplanoglu, que ficou com o Urso de Ouro em Berlim, foram selecionados e despontam como favoritos.
Até meados de outubro, a Academia vai anunciar a lista oficial, depois de verificar se todos se adequam às regras. Para concorrer, o filme deve ter estreado e ter sido exibido em seu país de origem por pelo menos uma semana entre 1o de outubro de 2009 e 30 de setembro de 2010.
Próximo do fim do ano, uma pré-lista de nove produções é divulgada, e é a partir dela que, em 2 de fevereiro, os cinco indicados serão conhecidos, junto a todas as outras categorias do Oscar. Já o vencedor só será anunciado em 27 de fevereiro, data marcada para a premiação.
Como numa eleição presidencial, as qualidades de um candidato podem não ser suficientes para vencer a disputa. Sem prêmios em festivais internacionais como boa parte de seus concorrentes, o principal cabo eleitoral de “Lula” será o próprio Lula: a popularidade internacional do presidente deve despertar a curiosidade dos eleitores para o filme. Mas isso também talvez não seja o bastante, e um pesado investimento em campanha costuma vir atrelado aos principais favoritos.
Produtor de “Lula”, Luiz Carlos Barreto tem a experiência de já ter conseguido figurar duas vezes na lista do finalistas: a primeira foi com “O Quatrilho”, em 1996, de seu filho Fábio; e a segunda foi em 1998, com “O Que é Isso, Companheiro?”, de seu outro filho, Bruno. (Agência Globo)

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