De passagem por São Paulo, como jurado da Mostra de Cinema, o diretor inglês Alan Parker, responsável por clássicos pop como “Commitments - Loucos Pela Fama” e “Pink Floyd - The Wall”, comentou que não dirigia mais longas-metragens porque o cinemão de Hollywood hoje em dia só quer saber de filmes para adolescentes. E que esses não eram os tipos de filme que ele queria fazer. “Isso não significa que filmes para jovens não sejam importantes. Representam uma parcela imensa do mercado mundial. São jovens que vão mais ao cinema. Filme para esse público pode ser inteligente, sim.”
Diante da observação de Parker é impossível não pensar na grande fatia de mercado que o cinema brasileiro deixou de conquistar por muitos anos ao não focar esse tal ‘público jovem’. Com raras exceções, é de fato difícil citar boas produções para esse espectador tão assíduo. “Todo mundo gosta de comédia. E jovens, mais ainda. Acho também que devemos fazer mais filmes para o jovem. É um público que vai muito ao cinema e que muitas vezes os diretores brasileiros se esquecem”, comentou o jovem Felipe Joffily, diretor da mais nova ‘comédia jovem’ nacional: “Muita Calma Nessa Hora”.
Foi pensando nisso que os produtores Augusto Cazé e Rik Nogueira decidiram produzir o filme. “Tinha vontade de fazer algo para o público jovem, que unisse a parte artística e técnica. Há uma carência do público jovem por filmes que sejam divertidos, bacanas e que tenham qualidade. Tínhamos muita vontade de fazer um longa-metragem para esse espectador. E esse filme é ‘Muita Calma’”, comentou Cazé.
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