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CINEMA

Para (re)ver no Cine Saraiva: 'Lolita'

A ninfeta mais cobiçada de todos os tempos mostra sua ingênua sedução em tela grande. O Cine Saraiva exibe hoje (1), às 19h, “Lolita”, do genial diretor americano Stanley Kubrick. Adaptação da novela literária de Vladimir Nabokov, o roteiro mistura drama

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A ninfeta mais cobiçada de todos os tempos mostra sua ingênua sedução em tela grande. O Cine Saraiva exibe hoje (1), às 19h, “Lolita”, do genial diretor americano Stanley Kubrick. Adaptação da novela literária de Vladimir Nabokov, o roteiro mistura drama e suspense ao narrar o desastroso destino do professor universitário Humbert Humbert (James Mason), obcecado pela própria enteada de apenas 14 anos.

Recém-chegado da Europa, Humbert se instala numa casa na pacata cidade americana de Ramesdale, onde pretende passar o verão até ir para a faculdade ministrar aulas de literatura francesa. A proprietária da casa é uma viúva que logo se interessa pelo professor. Mas Humbert é atraído de forma doentia pela filha da senhoria.

Interpretada por Sue Lyon, que tinha 16 anos na época das filmagens, Lolita desperta o imaginário do padrasto, que se casa apenas para estar mais próximo do seu objeto de desejo. O casamento entra em crise e a esposa descobre escritas num diário as perversões do marido. Transtornada, a mãe de Lolita morre em um atropelamento.

Diante da fatalidade que tirou do caminho o principal entrave que o separava de Lolita, Humbert segue em busca da enteada, que agora está num colégio interno na cidade vizinha. Mas seus planos não saem exatamente como previsto.

Entre os closes sedutores da câmara e os olhares ambíguos de Lolita, o filme levanta a questão: até que ponto existe mesmo a tal inocência da juventude? A personagem não é exatamente uma criança, mas para a época em que o romance foi escrito, ainda deveria estar na idade da inocência, mas mesmo assim manipula e engana Humpert, o anti-herói.

Polêmica, a obra lançada em 1962 correu o risco de censura por usar uma atriz menor de idade para interpretar uma garota de 14 anos sexualmente ativa, mas Kubrick resolveu contratá-la assim mesmo. Diante do tema indigesto, o diretor também enfrentou algumas agruras para escalar o elenco: o ator Cary Grant teria recusado indignado a oferta do papel principal.
“Lolita” é o sexto longa da carreira do cineasta, e o primeiro produzido por ele mesmo, o que torna o filme um marco na carreira de Kubrick em busca da autonomia para suas criações.

ASSISTA
Sessão ACPPA exibe “Lolita” (1962), de Stanley Kubrick. Hoje, às 19h, na Saraiva MegaStore (2º piso do Shopping Boulevard). Inadequado para menores de 12 anos. Entrada franca. (Diário do Pará)


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