A jornada do herói chega ao seu fim. Com a segunda parte de “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, o bruxo que dá título à saga enfrenta o seu maior desafio, com a ajuda dos inseparáveis Rony e Hermione. Na verdade, todos que fazem parte de Hogwarts, a escola de magia, auxiliam Harry no seu intento, que é liquidar Voldemort, o asqueroso vilão.
A narrativa toma como ponto de partida o ápice do eletrizante sétimo filme: Voldemort localiza a varinha das varinhas – que ao lado da capa da invisibilidade e da pedra da ressurreição forma “as relíquias da morte” – o que automaticamente afeta Harry. A ligação psicológica entre eles, que faz o filho de Lilian e Tiago Potter falar a língua das cobras, entre outros talentos da arte das trevas, tem um fundamento trágico: em Harry reside um pedaço da alma do arquiinimigo.
As feições crispadas e o olhar preciso de Daniel Radcliffe (Harry) durante boa parte do último filme guardam a certeza do sacrifício: ele, mais do que um Hamlet dividido entre ser ou não ser, está mais preocupado em morrer do que viver, para assim acabar com Voldemort e livrar o mundo dos trouxas (humanos) e dos bruxos do mal. O herói deve morrer. (LORENNA MONTENEGRO/ Diário do Pará)
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