plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 28°
cotação atual R$


home
CINEMA

'O Espantalho', uma jornada pela América no Líbero

No ano em que deu vida ao polêmico Frank Serpico e se preparava para ser Michael Corleone pela segunda vez, Al Pacino usou de sua versatilidade para interpretar Francis Lionel ‘Lion’ Delbuchi, um pé de chinelo que ao lado do assaltante Max Milian (Gene Ha

twitter Google News

No ano em que deu vida ao polêmico Frank Serpico e se preparava para ser Michael Corleone pela segunda vez, Al Pacino usou de sua versatilidade para interpretar Francis Lionel ‘Lion’ Delbuchi, um pé de chinelo que ao lado do assaltante Max Milian (Gene Hackman) tenta recomeçar a vida em “O Espantalho”. Dirigido por Jerry Schatzberg, o filme é atração da Sessão Cult de hoje, às 16h no Líbero Luxardo.

Exemplo do naturalismo que imperou no cinema americano independente da década de 70, inspirado na Nouvelle Vague, “O Espantalho” traz dois dos maiores atores hollywoodianos em grandes atuações. Hackman tinha feito anteriormente “Operação França” e “A Conversação”, e Pacino, que estava em ascensão graças a saga “O Poderoso Chefão”, quase não teve agenda para estar no filme de Schatzberg, que o havia dirigido em “Os Viciados”.

Ao assistir a jornada dos dois párias, um atrás do recomeço após ter cumprido pena de sete anos por assalto, outro em busca da mulher e do filho que não conhece após ter passado seis anos no mar, é difícil não fazer comparações com outra película realizada cinco anos antes, “Perdidos na Noite”, de John Schlesinger. Ambos os filmes tratam de amizade, mas o encontro entre os personagens Joe Buck e Ratzo em “Perdidos” é mais estabelecido na crueldade de um mundo que não aceita aqueles que estão à margem.

O CAMINHO DA ESPERANÇA
Já em “O Espantalho”, Max e Lion solidificam uma amizade numa estrada da Califórnia. Esse vínculo se fortalece a partir dos dramas que enfrentam, mas têm esperança num amanhã melhor. Em cada momento, em cada parada durante a viagem, eles se fragilizam diante de obstáculos e aprendem lições, além de manterem a certeza de que a odisseia não terá um fim e a incerteza se conseguirão concretizar seus planos.

Trazendo uma visão humana que diverge do clima de violência e sordidez presente nos filmes desse período, que dificilmente possuem um final otimista, Schatzberg valoriza cada palavra dos personagens dentro da bela narrativa criada para o filme. É no histórico deles e na profundidade que os atores imprimem que reside a força de “O Espantalho”, que foi bem recebido pela crítica e ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1974.

ASSISTA
Sessão Cult apresenta “O Espantalho”, de Jerry Shatzberg. Hoje, às 16h, no Cine Líbero Luxardo, do Centur (Av. Gentil Bittencourt, 650) Entrada franca. Após o filme, debate entre o público e membros da Associação de Críticos de Cinema do Pará.(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Cinema

    Leia mais notícias de Cinema. Clique aqui!