Ele ficou bastante conhecido quando era criança, em meados da década de 1970, por causa do programa “Gente Inocente”, da TV Tupi. Os diversos e icônicos comerciais dos quais participou, como o da Ortopé, ajudaram a consolidar a fama. Agora o ator Luiz Alves Pereira Neto, o Ferrugem, volta ao spotlight por causa de sua participação no filme “O Palhaço”, de Selton Mello, em cartaz nos cinemas.
“Fui convidado pela produção do filme para fazer uma participação especial que, apesar de pequena, foi bem legal. Foi muito bom ir lá, conversar com o Selton Mello e participar de um filme que mescla a linguagem cinematográfica com o teatro”, diz Ferrugem.
Aos 45 anos de idade, o ator mostra que pretende voltar a ser reconhecido pelo grande público: “Já tenho outros trabalhos em vista, algumas sinopses que podem ser estendidas. O legal desse filme é que ele refresca a memória das pessoas mostrando figuras importantes do meio, além de ser uma obra para toda a família”, revela.
“O Palhaço” conta a história de uma dupla de palhaços formada pelo pai, Valdemar (Paulo José) e seu filho, Benjamin (Selton Mello) - conhecidos como Puro Sangue e Pangaré – que vivem viajando pelo país com o Circo Esperança, o que acaba provocando uma crise existencial em um deles. O longa foi exibido no Festival Internacional de Cinema de São Paulo e está em cartaz nos cinemas.
Ferrugem explica que mesmo sendo famoso, aos 21 anos ele começou a pensar sobre um direcionamento da carreira e, por conta disso, foi morar nos Estados Unidos, onde ficou por 10 anos, para estudar teatro: “As pessoas acabam te conhecendo por causa das propagandas, mas eu não queria fazer sempre a mesma coisa. Acho que chega uma hora em que você começa a se questionar, começa a se perguntar se é isso mesmo que você quer e a entender que você precisa fazer coisas novas”.
Todo esse questionamento profissional deu ao ator paulista a convicção do que quer do futuro: “Carreira é algo particular e opcional. Tem quem aproveite a fama e se venda. Eu saí daqui antes disso acontecer. Faço trabalhos e coisas que me dão prazer, me interesso pelas coisas que têm algum sentido. É claro que dinheiro é bom, mas não pode ser a maior motivação”, filosofa Ferrugem. (BAND)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar