plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 31°
cotação atual R$


home
CINEMA

Projeto X revisita o gênero teenage movie

Sim, esse é mais um filme cheio de nerds em sofrimento, peitudas e gostosonas peladas desfilando, fortões sendo estúpidos, os descolados manjando as danças e toda a sorte de clichês dos filmes cheios de hormônios produzidos em Hollywood desde, digamos, Ju

twitter Google News

Sim, esse é mais um filme cheio de nerds em sofrimento, peitudas e gostosonas peladas desfilando, fortões sendo estúpidos, os descolados manjando as danças e toda a sorte de clichês dos filmes cheios de hormônios produzidos em Hollywood desde, digamos, Juventude Transviada.

Guardada as devidas proporções, Projeto X, filme (poisé, será que, em sua feição estética/narrativa, ele é um filme ou um videoclipe muito longo?) delirante que conta a saga de três amigos de colégio que decidem fazer uma festa pra se tornarem populares, é extremo. Dos tempos em que James Dean era rebelde sem causa, passando pelo Richard Dreyfuss que queria perder a virgindade, aos tecnológicos anos 80 aonde Matthew Broderick e Tom Cruise dominavam os adultos com muita malandragem, o Thomas (interpretado por Thomas Mann) é o mais bobo e assustado, mesmo tendo a sua disposição todos os benefícios dos anos 2000.

Ele entra na onda dos amigos e resolve convidar para sua festa de aniversário, 50 colegas, uns próximos outros nem tanto. O que nenhum deles imaginava é que o boca a boca ia fazer o público aumentar consideravelmente – digamos que umas 2 mil pessoas – e deixar tudo fora do controle, literalmente colocando ‘fogo’ na festa.

Muitos podem pensar que a maior fonte de inspiração deste projeto, dirigido pelo novato Nima Nourizadeh, são filmes como Porky’s, American Pie, Loucuras de Verão, Clube dos Cafajestes e Picardias Estudantis com sua profusão de adolescentes aprontando todas na escola – ou fora dela. Mas, é em Curtindo a Vida Adoidado, a obra prima de John Hughes, diretor que melhor compreendeu a juventude americana, que esse Projeto X se inspira, mesmo deixando a ternura de lado e partindo pra baixaria do jeito que Kanye West gostaria.
Em resumo, eles bebem, ingerem drogas, dançam rap, hip hop e música eletrônica (rock não é mais ‘cool’ desde ‘O Selvagem’) e claro, transam. Ou tentam.

“Filmes como esse são catárticos, todos passam por esse período na vida, cada geração tem filmes assim, que a representam. Na minha juventude a farra era ir a casas de tolerância ‘brechar’ as meninas, e Porky’s foi o filme da época por isso e outros fatores”, explicou o psicanalista e cinéfilo Manoel Leite.

Gênero
E é no Mockumentary – gênero popular na TV aonde eventos fictícios são apresentados numa narrativa documental -, que Projeto X se apóia, mesclando imagens retiradas de câmeras amadoras (como a de Dax, o amigo sem família que faz o papel do ‘esquisito’ e voyeur), o que de certa forma aproxima mais os espectadores daqueles adolescentes, comuns, uns feios, outros bonitos, que povoam a América do norte. Em meio a tanta farra e destruição, o amor surge e desaparece, uns dedos e corações se partem, e até carros resolvem nadar (!).
Com censura de 18 anos Brasil, e nos EUA, de 17 anos acompanhado de maior, o filme vem sendo um sucesso de bilheteria. Por lá, os produtores adotaram a ideia de distribuir câmeras durante a exibição para pegar a reação dos fãs, inclusive disponibilizando a trilha sonora, como forma, talvez, de prolongar a ‘experiência’. Será que surte efeito?

Será que o bando de adolescentes surtados, vomitando, pulando e se quebrando pelos cantos influencia quem os assiste do lado de cá? Alguém sairá do cinema pronto a celebrar a estupidez e rebeldia? Para Manoel, as coisas não funcionam assim. “Hoje, a garotada tem mais acesso a tudo que se vê na tela, fantasias que estão colocadas de forma extrema claro, mas é um divertimento momentâneo. Não vejo como socialmente danoso, mas sempre pode ter um maluco disposto a repetir na vida real, até por que parece que o filme foi baseado numa história verídica de uma festa que aconteceu na Austrália e que só terminou após a chegada da tropa de choque”, frisou.

É, a despeito dos filmes imitarem a vida e vice versa, os tempos são outros. Mas a fórmula hollywoodiana na resolução da trama, essa se mantém conservadora. E o resultado, pode deixar até um sorrisinho no lábio dos jovens de hoje, mas a falta de verdade nas atuações, aliado a um roteiro um tanto frouxo, dificilmente colocará Projeto X no patamar de ‘clássico juvenil’ – já alcançado pelo contemporâneo Superbad, que se referencia na cultura pop para mostrar as dores e as delicias do high school. Ou talvez, eu esteja errada e Todd Phillips (produtor do filme e responsável pelo fenômeno Se Beber Não Case) seja um gênio da comédia que nunca erra. (Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Cinema

    Leia mais notícias de Cinema. Clique aqui!