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CINEMA

Mostra exibe clássicos do cinema mudo

“Lírio Partido” (1921), encantador em sua simplicidade e considerado um dos filmes mais belos de David Wark Griffith, abre a Mostra do Cinema Mudo, hoje no Cine Olympia. A programação, que levará à tela grandes clássicos do cinema que foram exibidos no Ol

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“Lírio Partido” (1921), encantador em sua simplicidade e considerado um dos filmes mais belos de David Wark Griffith, abre a Mostra do Cinema Mudo, hoje no Cine Olympia. A programação, que levará à tela grandes clássicos do cinema que foram exibidos no Olympia até a chegada do cinema falado em 1929, integra as comemorações pelo centenário do cinema. A entrada é franca.

Entre os filme mais conhecidos de Griffith, trata-se do mais simples: nenhuma grande figura histórica, nenhuma grande batalha, apenas duas pessoas se encontrando. Ele surpreende o mundo justamente pelo contraste com os monumentais “Nascimento de uma Nação” e “Intolerância”. Esse terno e trágico conto de amor e sofrimento traz o romance místico entre uma jovem abandonada nos bairros de Londres e um jovem chinês que viaja pela Inglaterra disseminando a filosofia oriental. Este é o filme mais sério, poético e dramático de Griffith, adaptado do livro “Limehouse Nights”, de Thomas Burke. Lillian Gish está em grande performance, como a jovem de quinze anos de idade, assustada com sua vida miserável.

O filme foi realizado em apenas três semanas e, apesar do orçamento modesto, foi grande sucesso de crítica e público. Lillian Gish, aos 23 anos, se achava velha demais para interpretar Lucy, mas fez com toda delicadeza melancólica a adolescente de 15 anos, perdida em seu próprio tormento.

Circuito gratuito segue até o dia 3 de junho

Amanhã é a vez de “Esposa e Mártir” (1922), de Sam Wood. O filme ficou desaparecido por 75 anos. Só havia restado dele um fragmento de um minuto. Mas, em 2004, uma cópia praticamente intacta desta única parceria entre os astros do cinema mudo, Rodolfo Valentino e Gloria Swanson, foi encontrada no espólio de um colecionador particular em Amsterdã. Graças a isso, o filme volta novamente à circulação, depois de passar por um delicado processo de restauro, promovido pelo Museu de Filmes de Amsterdã. Baseado num romance de Elinor Glyn, o enredo conta o drama de uma mulher, Theodora Fitzgerald (Swanson), filha de aristocratas que perderam sua riqueza, pressionada pela família a casar-se por conveniência, com um rico comerciante bem mais velho. Na lua-de-mel, ela conhece o fascinante Lorde Bracondale (Valentino), que abala sua firme disposição de manter-se fiel ao marido.

“Casamento ou Luxo”(1923), de Charles Chaplin, ganha a tela na sexta-feira,1. Na trama, Marie é uma moça francesa do campo que pretende se casar com seu namorado Jean. Juntos decidem fugir para Paris para escapar dos problemas que os inpedem. Mas após um desencontro, Marie pensa ter sido abandonada pelo noivo e viaja sozinha. Anos mais tarde, já casada com um homem da alta sociedade parisiense, ela reencontra seu antigo amado, Jean.

A mostra traz ainda os clássicos “Os Dez Mandamentos” (1923) de Cecil B. DeMille. Trata-se da história de Moisés (Theodore Roberts) e dos judeus, a partir do momento em que Deus castiga os egípcios aplicando ao país castigos por ter escravizado o povo de Israel até a elaboração final dos Dez Mandamentos. Ao Moisés receber a ordem de Deus e subir na montanha sagrada descobrimos que uma senhora chamada Martha McTavish (Edythe Chapman), de família humilde, lê uma bela história bíblica aos seus dois filhos.

“Aurora” de F.W. Murnau, encerra a mostra, no dia 3 de junho. “Aurora” é um filme mudo de 1927, o primeiro dirigido por F. W. Murnau em Hollywood. Seu roteiro foi adaptado a partir do conto Viagem a Tilsit, do escritor alemão Herrman Suderman, embora nele possam ser inegavelmente encontrados vários elementos do romance Uma história americana, de Theodore Dreiser, lançado dois anos antes e o sucesso comercial literário daquela época nos Estados Unidos.

Na trama, durante as férias de verão, uma excursão vinda da cidade chega a um bucólico vilarejo situado às margens de um lago. Fazia parte dessa excursão uma mulher que, semanas após todos regressarem à cidade, permaneceu no vilarejo porque havia se tornado amante de um fazendeiro. Numa noite, a mulher da cidade se encontra com o fazendeiro. Em meio a beijos, ela pede a seu amante que venda a fazenda e que venha a viver com ela na cidade. Eles, então, tramam matar a esposa dele afogada, simulando um acidente.

Um dos mais importantes filmes da cinematografia mundial, e o até então mais caro lançado pela Fox Film Corporation, Aurora foi laureado com três Oscar em 1929.

MOSTRA DO CINEMA MUDO

Hoje – “Lírio Partido” (1921) de David Wark Griffith

Amanhã – “Esposa e Mártir” (1922) de Sam Wood

Dia 01/06 – “Casamento ou Luxo”(1923) de Charles Chaplin

Dia 02/06 – “Os Dez Mandamentos” (1923) de Cecil B. DeMille

Dia 03/06 – “Aurora” (1927) de F.W. Murnau

*Todos os filmes foram musicados posteriormente.

ASSISTA

Mostra do Cinema Mudo. De hoje até o dia 03/06(exceto dia 31/05, sempre ás 18h30, no Cinema Olympia.Entrada franca. (Diário do Pará)

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