Em "Valente" ("Brave", no original), pela primeira vez o estúdio Pixar mostra uma princesa, uma figura dominante no cinema de animação desde "A Bela Adormecida", da Disney.
A Pixar, que construiu sua reputação com filmes que subvertem os padrões da animação tradicional, demorou sete anos para produzir "Brave", que estreia na sexta-feira, dia 22, nos Estados Unidos e em 20 de julho no Brasil.
A Pixar, geralmente elogiada pela qualidade dos roteiros, enfrentou um desafio duplo com "Valente": fazer um filme sobre uma princesa (um gênero trabalhado durante décadas pela Disney, a casa matriz da Pixar) e confiar o papel principal, pela primeira vez na história do estúdio, a um personagem feminino.
"Brave" segue as aventuras da princesa escocesa Merida, uma jovem de caráter forte que rejeita as tradições familiares, em particular o casamento acertado com um dos herdeiros da corte.
Decidida a convencer a mãe, Elinor, guardiã das tradições, a mudar de ideia, pede a ajuda de uma bruxa, que lança um feitiço sobre a rainha tão poderoso como indesejado e obriga assim Merida a revisar suas prioridades.
"Brave", uma espécie de viagem de iniciação, trata da relação mãe-filha, ao abordar temas como a transformação, a aceitação do outro e o preço a ser pago pela maturidade.
O filme multiplica as proezas técnicas que caracterizam a Pixar, em particular com a fascinante animação dos cabelos ruivos da princesa e a representação das paisagens escocesas.
Com "Valente", o estúdio espera deixar para trás o revés sofrido com "Carros 2" (2011), uma produção que sofreu com a crítica e foi ignorada pelo Oscar, além de ter arrecadado 'apenas' 550 milhões de dólares em todo o mundo, ou seja, metade do arrecadado por "Toy Story 3" (2010). (DOL, com informações AFP)
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