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CINEMA

Exibição de documentário emociona em São Caetano

“A gente assumiu as possíveis falhas técnicas, em favor da importância do registro”, diz a jornalista Ângela Gomes, cerca de uma hora depois da exibição do documentário “Bois de Máscaras”, em praça pública no município de São Caetano de Odivelas, nordeste

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“A gente assumiu as possíveis falhas técnicas, em favor da importância do registro”, diz a jornalista Ângela Gomes, cerca de uma hora depois da exibição do documentário “Bois de Máscaras”, em praça pública no município de São Caetano de Odivelas, nordeste paraense. Junto a Cezar Moraes, Ângela dirigiu o documentário tentando resgatar internamente a própria história. Teve consciência do resultado positivo ao receber cumprimentos emocionados de personagens da própria história ao fim da exibição.

“São Caetano precisava disso, desse documento”, afirmou Rondi Palha, um dos responsáveis pelo Boi Faceiro. Com a lua em minguante e sem possibilidade de chuva, cerca de 200 pessoas esperaram pacientemente por aproximadamente uma hora para que problemas técnicos fossem sanados e o documentário que retrata a história e a construção dos tradicionais bois de máscaras, marca registrada de São Caetano, fosse exibido.

Esperança

Quase duas horas antes, os moradores do município já haviam assistido à peça ‘A mulher que engoliu o mundo’, do grupo gaúcho Usina do Trabalho do Ator, ou seja, noite rara na cidade com opções além dos decibéis exagerados que pululam por ali, com músicas de gosto duvidoso.

A exibição de ‘Boi de Máscaras’ em São Caetano foi emotiva. Antes, a exibição dos bois Faceiro e Mascotinho já havia encantado o público. Se há o presente preocupante de artesãos como Mestre Dosreis anunciar que já não vai mais confeccionar o boi, por problemas de saúde, há a esperança de uma tradição que não vai desaparecer, por conta do interesse de crianças, que compõem o Mascotinho.

“Tentei fugir do formato explicativo feito por especialistas, estudiosos, antropólogos. O que desejava era que as próprias pessoas pudessem contar a história. Com isso, conseguimos depoimentos que certamente serão importantes para contar futuramente essa tradição”, explicava Ângela Gomes.

É o retorno agradecido de uma profissional que saiu ainda no início da adolescência do município, mas retornou buscando contribuir para a cultura local. O documentário, patrocinado pelo Banco da Amazônia, será distribuído em escolas. É uma forma de perpetuar a tradição do boi. “É a minha contribuição”, resume a diretora.

(Diário do Pará)

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