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CINEMA

‘A tortura do silêncio’ no IAP

Em comemoração ao aniversário de Alfred Hitchcock, que se ainda fosse vivo estaria completando 113 anos de idade, a Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA) realiza este mês uma série de sessões com algumas das principais obras do diretor norte-am

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Em comemoração ao aniversário de Alfred Hitchcock, que se ainda fosse vivo estaria completando 113 anos de idade, a Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA) realiza este mês uma série de sessões com algumas das principais obras do diretor norte-americano.
Hoje, o cineclube Alexandrino Moreira exibe o filme “A Tortura do Silêncio”, dirigido por Hitchcock em 1953. A sessão será às 19h, no Instituto de Artes do Pará, com entrada franca. Após o filme, haverá um debate com os críticos da ACCPA.

Baseado na peça “Nos Deux Conscience” (Nossas Duas Consciências), escrita por Paul Anthelme em 1902 e vista por Hitchcock em 1930, “A Tortura do Silêncio” narra a história do padre Michael Logan que recebe a confissão de um assassinato cometido por Otto Keller, um refugiado alemão que mora com sua esposa, Alma, na paróquia que Logan ordena, em Quebec, no Canadá.


No entanto, por ter feito votos sagrados como sacerdote, Logan não pode revelar o que sabe à polícia. Com o início das investigações, coordenadas pelo inspetor Larrue, diversos fatores contribuem para que padre seja o principal suspeito do crime. Em meio aos acontecimentos, surge Ruth Grandfort, uma antiga paixão de Logan que acaba por complicar ainda mais a situação dele. Assim, o padre se vê no dilema entre quebrar os votos como sacerdote, revelando o que sabe à polícia ou ir à prisão e ser condenado por um crime que não cometeu.

homenagem

No último sábado, a ACCPA exibiu na Sessão Cult do Líbero Luxardo o filme “Suspeita”, de 1941, de Hitchcock. Ao lado de “A tortura do silêncio”, os dois fazem parte da chamada fase americana do diretor. Já no dia 28 deste mês, a Associação exibe “Assassinato”, da chamada fase inglesa. “São filmes menos famosos, mas não menos importantes”, diz Marco Antônio Moreira, crítico da ACCPA.
Para Marco Antônio, Hitchcock foi um dos primeiros diretores a considerar o gosto do público nas produções que realizava. “Hitchcock fazia obras que exploravam justamente a inteligência do público”, diz o crítico de cinema. Foi Hitchcock também um dos primeiros diretores a contribuir em todas as fases de produção de uma obra cinematográfica, compartilhando suas percepções a respeito da trilha sonora, da cenografia e da iluminação, por exemplo. “Os filmes de Hitchcock servem sempre como referência para quem gosta e estuda cinema”, complementa Marco Antônio.

(Diário do Pará)

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