plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 29°
cotação atual R$


home
CINEMA

Oscarizado, “No Calor da Noite” reinaugura sessão

Um drama policial sobre racismo, em plenos anos 60. Dirigido por Norman Jewison, um cineasta que nunca se desviou de temas arenosos – anos mais tarde, ele dirigiria Al Pacino no filme de tribunal sobre um crime de estupro “Justiça para Todos” -, como em “

twitter Google News

Um drama policial sobre racismo, em plenos anos 60. Dirigido por Norman Jewison, um cineasta que nunca se desviou de temas arenosos – anos mais tarde, ele dirigiria Al Pacino no filme de tribunal sobre um crime de estupro “Justiça para Todos” -, como em “No Calor da Noite”, em exibição neste domingo, na sessão Cinemateca do Cine Olympia.

Realizado pouco tempo depois das leis segregacionistas terem sido extintas nos Estados Unidos, é um filme corajoso e conservador na medida, como a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas sempre apreciou. Conta a história de Virgil Tibbs (Sidney Poitier), que, ao chegar até a cidadezinha de Sparta, no Mississipi, é preso como suspeito do assassinato de um empresário local.

O xerife Bill Gillespie (Rod Steiger) descobre que Virgil é um detetive da polícia da Filadélfia, que visitava sua família. Expert em homicídios, Virgil recebe ordens superiores de auxiliar no caso, o que desagrada Bill. Para deixar mais tensa a situação Leslie Colbert (Lee Grant), a viúva da vitima, vê a ineficiência da polícia de Sparta e exige a presença de Virgil. Gillespie, racista, odeia a idéia, mas há uma grande pressão para o caso ser solucionado. Aos poucos, vai surgindo um respeito entre eles, mas um detetive negro envolvido em uma investigação numa região muita racista pode ser um barril de pólvora prestes a estourar.

Sidney Poitier, o primeiro ator a ganhar um Oscar, viveu seu auge com esse filme e com o também engajado , “Adivinhe Quem Vem para Jantar”, de Stanley Kramer, pelo qual ganhou a estatueta dourada. Apenas cinco anos após ter estreado na direção, o fato de “No Calor da Noite” ter saído como o grande vencedor da festa do Oscar de 1968, com cinco prêmios, representou uma guinada na carreira de Norman Jewison. No total, foram 22 prêmios e 12 outras indicações para o filme, inclusive os Bafta para melhor direção e ator não britânico para Rod Steiger, mais os Globos de Ouro na categoria drama para melhor filme, ator para Steiger e roteiro.

Engajamento político - Jewison é mais conhecido por haver dirigido “Jesus Cristo Superstar”, o épico da Broadway que mostra um Jesus cristo hippie em conflito com romanos políticos que é traído por um Judas negro. Mas, esse canadense sempre demonstrou preocupações com causas políticas e sociais e direcionou, na medida do possível, sua carreira nessa direção, mesmo regularmente tendo enfrentado dificuldades em distribuir os filmes ou comunicar-se com um público mais amplo.


SERVIÇO:
Sessão Cinemateca apresenta “No Calor da Noite”, de Norman Jewison. No domingo, dia 25, às 16h, no Cine Olympia (Av. Presidente Vargas, 978 - Campina). Entrada Franca. Inadequado para menores de 12 anos.


(DOL, com informações da assessoria/ACCPA)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Cinema

    Leia mais notícias de Cinema. Clique aqui!