O contemplativo cinema oriental clássico está em cartaz na sessão ACCPA/IAP desta segunda-feira, 3 de dezembro. “Contos da Lua Vaga” (no original ‘Ugetsu Monogatari’) é o filme mais laureado de Kenji Mizoguchi, com o qual o recebeu o Leão de Prata no Festival de Veneza, em 1953.
Tendo produzido quinze filmes, entre eles o trágico “Os Amantes Crucificados”, Mizoguchi constrói uma narrativa fantasmagórica em “Contos da Lua Vaga”. A história se passa no século 16, durante a guerra civil japonesa, e acompanha a viagem do pobre oleiro Genjuro e seu cunhado Tobei com as respectivas mulheres rumo à capital da província onde vivem, nas redondezas do lago Biwa, para vender utensílios de cerâmica.
Com as vendas, Tobei compra armas e se torna samurai, abandonando a esposa. Genjuro, por sua vez, acaba passando vários dias no castelo da misteriosa Lady Wakasa, quando vai entregar as mercadorias.
As cenas filmadas no castelo, com a chegada da primavera, são de uma beleza sublime, reflexo do perfeccionismo de Mizoguchi. Reza a lenda que ele repetia tomadas à exaustão, o que em muitos casos se tornaram um pesadelo, principalmente para suas atrizes. Sua preferência por planos longos significava que não havia espaço para erros: conta-se que, em alguns casos, ele chegou a rodar cem tomadas de um mesmo plano.
SERVIÇO:
Sessão ACCPA/IAP apresenta “Contos da Lua Vaga”, de Kenji Mizoguchi. Nesta segunda, 03 de dezembro, às 19h no Cineclube Alexandrino Moreira. Endereço: Instituto de Artes do Pará (Praça Justo Chermont, 216 – ao lado da Basílica de Nazaré). Entrada Franca. Após a exibição, debate entre os críticos da ACCPA e o público.
(DOL, com informações da assessoria/ACCPA)
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