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CINEMA

‘A Separação’ no Olympia

Ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o longa ‘A separação’ dá início à maratona de filmes que começam a ser exibidos hoje no Cinema Olympia, na mostra dos melhores de 2012 segundo a Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA). A mostra segu

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Ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o longa ‘A separação’ dá início à maratona de filmes que começam a ser exibidos hoje no Cinema Olympia, na mostra dos melhores de 2012 segundo a Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA). A mostra segue até dia 13 deste mês. As sessões começam sempre 18h30 e têm entrada franca.

O filme deixa o ritmo desacelerado e contemplativo típico do cinema do Irã. O diretor Asghar Farhadi dirigiu e roteirizou uma história humana e tensa de um casal que está se separando. No enredo, há filha dividida entre que rumo tomar e que entra em conflito com a empregada grávida. A produção, lançada em fevereiro de 2011, vem colecionando prêmios desde então, como o César de Melhor Filme Estrangeiro e o urso de prata em Berlim para Leila Hatami pela brilhante atuação.

Eleito o melhor filme de 2012 pela ACCPA, por meio de um sistema de votação que contempla as obras com maior número de citações e com isso somaram mais pontos, “A Separação”, é uma produção que tem um dos roteiros mais bem idealizados dos últimos tempos. A opinião é do presidente da associação, o crítico de cinema e programador do Cine Olympia Marco Moreira. “Ele disserta sobre a cultura de um país e a forma como estes indivíduos sobrevivem nas suas limitações e sentimentos ambíguos de violência e paz”, completa.

Já para Pedro Veriano, um dos fundadores da ACCPA, o diferencial do filme está em mostrar uma liberdade de expressão incomum a um país teocrático como o Irã: “Como quando a mulher se prepara para viajar e o marido alega a doença do pai para permanecer no país, aquela ‘rusga’ encaminha o casal para o divórcio, enquanto se discute os direitos das partes dele. O marido acaba então contratando uma empregada que trabalha sem avisar ao marido, ela se acidenta, a esposa retorna e então o circo pega fogo”.

Segundo ele, tudo que deveria funcionar num filme de autor como o é essa obra de Asghar Farhadi funciona. E há o tom de documentário, onde se inserem elementos culturais específicos, como a religião. “Mas no caso desse filme questionador, os pecados diante de Alá ficam, aos nossos olhos, sem culpados específicos”, pontua Veriano.


(Diário do Pará)

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