“A hora mais escura”, que estreia nesta sexta-feira, 15, no Brasil trazendo na bagagem cinco indicações ao Oscar, joga luz sobre os bastidores da operação dos EUA que levou à morte de Osama Bin Laden em 2011. Ao mostrar a operação com detalhes - inclusive em cenas de tortura - até hoje pouco esclarecidos ao público, o filme de 2h37 se apoia mais no interesse histórico do que em sua força dramática. A pesquisa da diretora Kathryn Bigelow e do roteirista Mark Boal (vencedores do Oscar em 2010 por “Guerra ao terror”) na Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) levou senadores republicanos a criarem um comitê para saber se eles tiveram acesso inapropriado a segredos militares. Produtores do filme culparam a pressão destes senadores pela ausência de Bigelow na indicação em direção no Oscar, apesar da presença do filme em sua categoria.
A pesquisa de Bigelow e Boal chega à tela na figura da personagem central Maya (Jessica Chastain, indicada ao Oscar pelo papel), jovem agente levada pela CIA direto da escola às investigações. Por 12 anos, seu único objetivo foi encontrar Osama Bin Laden. Assim como o seriado “Homeland”, o mais premiado hoje nos EUA, “A hora mais escura” tem como protagonista uma mulher sagaz que briga ao mesmo tempo contra o terrorismo e a desconfiança de homens engravatados na CIA. Mas enquanto Carrie (de “Homeland”) é emotiva e desequilibrada, Maya é fria e segura - demonstra entrega total a emoção apenas na última cena do filme -, não pega em armas nem se envolve em reviravoltas inverossímeis.
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