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CINEMA

ACCPA exibe o ‘subversivo’ longa-metragem ‘Z’

A Sessão Cult do Cine Líbero Luxardo, realizada em parceria com a Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA), exibe hoje o longa-metragem francês “Z” (1969), dirigido por Costa Gravas. A sessão será às 15h, seguida de debate entre o público e os crí

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A Sessão Cult do Cine Líbero Luxardo, realizada em parceria com a Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA), exibe hoje o longa-metragem francês “Z” (1969), dirigido por Costa Gravas. A sessão será às 15h, seguida de debate entre o público e os críticos da ACCPA. A entrada é
franca.

Logo no início do filme, o diretor anuncia: “Qualquer semelhança com fatos ou pessoas vivas ou mortas não é casual, é intencional”. No roteiro, um político da esquerda grega, interpretado por Yves Montand, é assassinado enquanto se prepara para fazer um discurso contra o governo. Um investigador, interpretado por Jean Louis Trintignant, é encarregado de examinar o caso. Quanto mais ele se aprofunda nas investigações, mais descobre até onde os políticos de direita estão dispostos a ir para encobrir o assassinato.

A obra de Gravas, escrita por Jorge Semprún, é baseada no livro homônimo de Vassilis Vassilikos, escritor grego e militante político exilado durante a ditadura militar na Grécia. “Z” foi proibido no Brasil, considerado subversivo pelos militares. O longa-metragem só chegou ao país na década de 1980. Vencedor do Oscar nas categorias melhor filme estrangeiro e melhor edição, o filme de Gravas foi o primeiro estrangeiro a ser indicado também ao Oscar de melhor filme.

Segundo o crítico de cinema Marco Antônio Moreira, a sessão de hoje busca trazer reflexão ao público. “Z é um filme de uma época em que o cinema fazia registro de fatos importantes que aconteciam na Europa. É importante levar ao público filmes do chamado ‘cinema político’, que buscam gerar um debate que ultimamente não se vê na produção cinematográfica”, afirma.

Nascido na Grécia e naturalizado na França, Costa Gravas tornou-se conhecido por seus filmes de cunho político. Ao longo da carreira, já dirigiu filmes como “Desaparecido, um grande mistério” (1982), “Um homem, uma mulher, uma noite” (1979), “Estado de sítio” (1972), “Amém” (2002) e “O quarto poder” (1997). Em 1975, recebeu o prêmio de melhor diretor, no Festival de Cannes, “Sessão especial de justiça” (1975).

(Diário do Pará)

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