Um tema polêmico, que envolve questões religiosas, culturais e legais; é o mote do polêmico documentário “Blood Money – Aborto Legalizado”, do diretor David Kyle, cuja pré-estreia é hoje, no Moviecom Pátio Belém. O filme de 75 minutos aborda relatos intrigantes e também denuncia uma suposta indústria do aborto nos Estados Unidos. A produção trata do realismo e a crueldade do aborto. Kyle está na capital paraense e hoje à tarde concede entrevista à imprensa sobre o filme. No mês passado, diversas entidades que trabalham no combate ao aborto realizaram uma coletiva de imprensa para apresentar o trailer do filme.
Na ocasião, o representante da Estação Luz Filmes, Marcos Morais, que adquiriu os direitos de distribuição do documentário pelo Brasil, destacou que a importância do filme está na conscientização crítica da população sobre o aborto. “O filme trabalha de forma responsável as informações reais e que o público não tem acesso. Independente se acontece aqui no Brasil ou nos Estados Unidos, as consequências e os riscos são os mesmo e podem gerar sequelas no feto, danos à mãe”, disse Marcos.
O documentário aborda a existência de uma indústria do aborto nos Estados Unidos, onde são realizados cerca de 3,5 mil procedimentos diariamente, segundo os produtores do filme. A produção também atenta para os métodos aplicados pelas clínicas para a realização do procedimento; trata os aspectos físicos e psicológicos relacionados ao tema e denuncia que a prática de aborto é mais comum entre as comunidades negras com o intuito de garantir controle racial.
No Brasil, pesquisas apontam que cerca de 70% da população é contra o aborto. No Congresso Nacional, tramitam propostas de leis que permitem a prática diante de algumas situações, como por exemplo, casos em que o bebê nasce sem cérebro. Daí a importância do debate profundo sobre o tema.
(Diário do Pará)
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