Figura central do novo cinema alemão, o diretor Werner Herzog ganham mostra no Cine Olympia, que segue até o próximo dia 13.
Conhecido, sobretudo pela sua filmografia ficcional, marcada por títulos inquietantes, como "O enigma de Kaspar Hauser", "Aguirre, a cólera dos deuses", "Nosferatu" e "Fitzcarraldo", que trazem personagens rebeldes, solitários e incompreendidos, o diretor desenvolveu também uma sólida carreira como documentarista.
Neste domingo (9), será exibido o longa “Fata Morgana”, de 1970. Uma viagem pela África, poética e surreal, como um sonho, fragmentária, por ser destituída de qualquer história, ainda assim amparada em uma coerência interna. O filme será exibido também no dia 11 de fevereiro.
Já nos dias 12 e 13 “O pequeno dieter precisa voar” é o documentário em cartaz. Com 18 anos de idade, Dieter Dengler tinha deixado a sua cidade natal na Floresta Negra. Ele fora aos EUA para ser piloto. Após desvios pela Força Aérea, chegou à Marinha americana, ficou estacionado como piloto de caça em um porta-aviões, foi convocado para o Vietnã, abatido sobre o Laos e feito prisioneiro. Após uma fuga aventuresca, chegou à Tailândia, e de volta à sua unidade. Werner Herzog observa o homem em sua casa perto de São Francisco (EUA), vai com ele visitar a velha pátria na Floresta Negra e acompanha-o ao extremo Oriente, onde pede que Dieter Dengler reencene as estações de sua fuga.
Serviço:a mostra “Werner Herzog - sou o que são meus filmes” vai até o dia 13 de fevereiro no Cine Olympia (Av. Presidente Vargas, 917 – Campina), sempre às 18h30. Entrada franca.
(DOL)
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