Com o objetivo de contar a história de pessoas que sofrem com a burocracia nacional e fomentar o debate sobre o uso medicinal da maconha e derivados, está sendo exibido em Belém, no circuito Cinépolis do Parque Shopping, o documentário “Ilegal – A vida não pode esperar”, que conta a história de cinco mulheres - uma delas paraense - que necessitam do tratamento médico com essas substâncias.
O longa mostra a luta que as mulheres travam para conseguir medicamentos com base na cannabis, como o canabidiol, remédio para casos de Parkinson, esquizofrenia e convulsões que é proibido no país, mas liberado em casos específicos pela Anvisa, ou do produto em natura, como no caso de Thaís Carvalho, moradora de Belém, que precisou utilizar a maconha para auxiliar no tratamento de um câncer.
“No dia do nascimento da minha filha, descobri que tinha câncer de ovário. Após a retirada do útero, iniciei a quimioterapia, que me causou alergia e diversas reações. Fiquei muito mal, dias de cama, cheguei a querer desistir do tratamento”, afirmou Thaís. “Foi quando li estudos médicos falando sobre o tratamento com a cannabis, que eu tinha que utilizar na forma in natura. Depois que comecei a usar como remédio, voltei a comer, consegui beber água, cuidar da minha filha”.
Sem fazer apologia ao uso recreativo e tratando o assunto como uma questão de saúde pública, o filme busca mobilizar o debate sobre as pesquisas para fins medicinais.
“Tanto as mulheres e crianças retratadas no filme e outras sofrem e morrem esperando o canabidiol e outros medicamentos. O filme quer mexer com o povo brasileiro, que tem um preconceito arraigado, sem sentido”, continuou Thaís, que afirma nunca ter usado maconha para fins recreativos e que suspendeu o uso após o fim do tratamento.
O filme “Ilegal – A vida não pode esperar” está sendo exibido às 20h45, pelo circuito Cinépolis.
(DOL)
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