O Batismo, drama furioso dirigido por Marcin Wrona, selecionado para os festivais de Toronto, San Sebastian e Varsóvia, é aclamado pela crítica como uma obra concisa, um soco do estômago.
O longa polonês estreia nesta quarta-feira, dia 12, no Cine Líbero Luxardo.
A história se passa em Varsóvia, na Polônia. Após deixar o mundo do crime, Michal consegue recomeçar do zero e levar uma vida honesta.
Ele é casado com a bela Magda, acabou de ser pai e agora cuida dos negócios de sua própria empresa.
Porém, Michal se vê assombrado por seu passado clandestino. A máfia o jurou de morte às vésperas do batizado de seu filho e ele terá de se proteger antes que seja tarde demais.
CLIMA
Talvez o mais interessante em O Batismo seja o clima de claustrofobia crescente, que lembra algumas obras do austríaco Michael Haneke.
A tensão cresce gradativamente, enquanto os planos se fecham nos rostos e nos cômodos sempre lisos, de cores neutras e sem objetos.
A montagem ríspida elimina qualquer tendência ao naturalismo, enquanto letreiros indicam a passagem dos dias da semana.
O tal batismo da criança, presente no título, é aguardado como o grande clímax e desfecho da história. Enquanto isso, Wrona delicia-se com a personagem ambígua de agda, e com o olhar perturbador do excelente Schuchardt.
O espectador nunca sabe se está diante de um drama, um filme policial, um romance ou uma verdadeira sessão de tortura gratuita (as cenas de assassinato da máfia, com planos abertos, fizeram alguns espectadores se levantar e sair da sala do cinema).
(Diário do Pará)
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