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CINEMA

Filme brasileiro do Oscar estreia no Líbero

Estreia amanhã, no Cine Líbero Luxardo, o filme “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, uma comédia dramática premiada pela crítica no Festival de Berlim, que se tornou o representante brasileiro na disputa por uma indicação na categoria de mel

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Estreia amanhã, no Cine Líbero Luxardo, o filme “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, uma comédia dramática premiada pela crítica no Festival de Berlim, que se tornou o representante brasileiro na disputa por uma indicação na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar de 2015.

Os indicados devem ser divulgados no dia 15 de janeiro. O prêmio será entregue no dia 22 de fevereiro.

Baseado no curta-metragem de 2010, “Eu Não Quero Voltar Sozinho” (também dirigido por Daniel), com mais de 3 milhões de visualizações no YouTube, o longa, produzido de forma independente, se tornou um fenômeno de bilheteria nos cinemas brasileiros, ao contar a história de Leo, um adolescente cego que, como qualquer adolescente, está em busca do seu lugar no mundo.

Querendo ser mais independente, ele precisa lidar com suas limitações e com a superproteção da mãe. Para decepção de sua inseparável melhor amiga, Giovana, ele planeja se libertar de seu cotidiano fazendo uma viagem de intercâmbio. Mas a chegada de um novo alunona escola, Gabriel, mudas as coisas e desperta sentimentos até então desconhecidos em Leo, e o faz redescobrir sua maneira de ver o mundo.

O papel deu ao jovem ator Guilherme Lobo, que não é deficiente visual, o prêmio de melhor ator do ano na prestigiada lista de melhores do ano da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA).

De acordo com a produtora do filme, Diana Almeida, o filme aborda a questão da descoberta da sexualidade de forma leve e quebra paradigmas ao mostrar um protagonista diferente, o que trouxe ao filme uma enorme empatia do público - só na duas primeiras semanas de exibição, chegou à marca de cem mil expectadores -, não ficando restrito a um tipo de audiência .

Nos comentários da crítica brasileira, o filme foi destacado por mostrar uma história que poderia acontecer em qualquer lugar e a qualquer tempo, e por não transformar o amor e a homossexualidade em discurso panfletário, mas sim apostar nas histórias de cada personagem.

Na época do lançamento, em entrevista ao cana Uol, o diretor Daniel Ribeiro comentou seu filme de estreia dizendo que o trunfo estava exatamente em tratar a descoberta da homossexualidade de uma forma não sexual.

Para o diretor, os adolescentes gays querem ser associados ao amor e ao afeto, mas muitas vezes nesse processo de descoberta e de conversa com a família e os amigos, a parte romântica, os sentimentos envolvidos acabam esquecidos.

O filme foi exibido recentemente por aqui na 9ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos do Hemisfério Sul, e agora volta à tela do Líbero, em sessões regulares por apenas uma semana.

(Diário do Pará)

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