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CINEMA

“O Iluminado” em cartaz no Líbero

Fãs de cinema e do trabalho do diretor Stanley Kubrick têm uma oportunidade e tanto para ver um de seus filmes mais marcantes na tela grande. “O Iluminado”, filme de 1980 baseado em um romance de Stephen King e até hoje considerado um dos melhores filmes

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Fãs de cinema e do trabalho do diretor Stanley Kubrick têm uma oportunidade e tanto para ver um de seus filmes mais marcantes na tela grande. “O Iluminado”, filme de 1980 baseado em um romance de Stephen King e até hoje considerado um dos melhores filmes de terror e suspense de todos os tempos, será exibido somente hoje, no Cine Líbero Luxardo, às 17h e às 19h30, com entrada franca, dentro do projeto Sessão Especial.

Estrelado por Jack Nicholson e Shelley Duvall, o filme acompanha a história de Jack Torrance (em uma interpretação memorável de Nicholson), um escritor frustrado que aceita o trabalho de zelador em um gigantesco hotel no Oregon, durante a temporada de inverno em que ele fica fechado e com acesso totalmente isolado, para poder escrever seu romance.

Para isso, leva junto com ele a esposa e filho pequeno, Danny, mas em meio ao isolamento, coisas estranhas passam a acontecer e vão lentamente levando Torrance à loucura, ao mesmo tempo em que Danny começa a ter visões do passado sobre situações também causadas pelo isolamento extremo.

Com cenas que ficam marcadas a ferro nas mentes, imagens e diálogos impactantes, o filme é de dar medo, mas é muito mais do que isso. Pode ser visto como uma aula de cinema.

Foi uma das primeiras obras cinematográficas a usar a “steadicam”, um sistema onde a câmera é acoplada ao corpo do operador, e serve para estabilizar as imagens produzidas, dando a impressão de que a câmera flutua e acompanha o personagem. Uma das cenas mais famosas onde Kubrick usou esse artifício é quando o garoto Danny anda de triciclo pelos corredores do hotel Overlock (na verdade, The Timberline Lodge, no Oregon) até encontrar as gêmeas. Como em todos os filmes de Kubrick – diretor de outros tantos clássicos do cinema, como “2001, uma Odisseia no Espaço”, “Laranja Mecânica” e “Nascido para Matar” -, a trilha sonora tem papel fundamental e ajuda a deixar o espectador totalmente imerso no clima do filme.

“O Iluminado” também é cheio de míticas e histórias de bastidores que ilustram o método que Kubrick usava para filmar. O diretor usou mais de 400 mil metros de negativos, mas aproveitou apenas 1% de tudo que filmou.

Somente a cena em que Wendy (Shelley Duvall) sobe as escadas de costas segurando um bastão de beisebol foi rodada 127 vezes. Para alguns estudiosos, o longa tem vários significados ocultos.

O filme é tão estudado que gerou dois documentário, “Room 237”, de Rodney Ascher (2012), cheio de teorias sobre mensagens subliminares que teriam sido inseridas por Kubrick, e “The Shining Code”, de para o qual “O Iluminado” seria uma “confissão” de Kubrick revelando que teria dirigido a chegada do homem na Lua.

(Diário do Pará)

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