Após 20 de produção, o filme “Chatô”, de Guilherme Fontes parece que será mesmo concluído. No domingo (17), um trailer foi divulgado pelo escrito Fernando Morais, autor do romance que deu origem à cinebiografia dirigida por Guilherme Fontes.
“Tenho más notícias para os coleguinhas que urubuzaram o Guilherme Fontes nos últimos anos: o filme “Chatô, o rei do Brasil”, está pronto. Quem viu disse que é o máximo. Para quem não viu, como eu, aqui vai, com exclusividade e em primeiríssima mão (com cacófato), o trailer ainda sem finalização”, postou Morais.
O filme conta a história de Francisco Assis Chateaubriand, o Chatô (1892 — 1968), magnata das comunicações que foi uma das personalidades mais influentes no Brasil do século 20. Fontes comprou os direitos do livro homônimo, escrito por Morais, em 1995. A produção teve início em 1997, com Marco Ricca no papel do protagonista.
Como a demora do filme, no trailer é possível ver atores que já morreram, como Walmor Chagas e José Lewgoy, além de uma Leandra Leal adolescente.
DEMORA
Suspeitas de irregularidades na captação de recursos do projeto via leis de incentivo, interromperam o projeto em 1999. Em 2004, Fontes rodou novas cenas, em Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, e, desde então, a produção ficou envolvida em problemas legais que lançaram dúvidas sobre sua conclusão.
Ambicioso, Fontes chegou a convidar o diretor Francis Ford Coppola, da trilogia “O Poderoso Chefão”, para produzir o longa. Coppola declinou da parceria.
Em dezembro de 2014, o Tribunal de Contas da União condenou o ator e diretor a devolver mais de R$ 71 milhões aos cofres públicos — o valor captado por Fontes via leis de incentivo, entre 1995 e 1999, foi de R$ 8,6 milhões.
EM BREVE

Em mais um indicativo de que o filme “Chatô” deve mesmo ser lançado, o Diário Oficial da União publicou na última sexta-feira (15) a classificação etária do longa-metragem: não recomendável para menores de 14 anos.
“Quatorze anos? Que maldade. Vou recorrer, quero que seja indicado para maiores de 12. Tem novela com coisa muito pior”, disse o ator ao jornal Folha de S. Paulo.
Assista:
(DOL)
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