Um encontro para ver, pensar, debater, explorar o universo do cinema africano é a proposta do curso “Uma Viagem ao Cinema Africano: os Ecos Luminosos de Aruanda”, com o instrutor Mateus Moura, com aulas entre os dias 19 e 23 de julho, das 9h às 13h, no Sesc Boulevard. Para o público geral, as inscrições vão até amanhã e são gratuitas.
“O título do curso ser ‘Viagem ao Cinema Africano’ não é à toa, minha postura não é a do profundo conhecedor, mas a do forasteiro que se propõe o deslocamento para algum lugar que desconhece”, esclarece Mateus.
Entre os questionamentos a serem levados para a sala de aula, o que é o “cinema africano”? Um cinema produzido por nativos africanos? Sobre a África? E os africanos que não estão na África, e produzem? E os que não são nativos e produzem na África, ou sobre a África? Há um continente ancestral e vibrante por ser revelado para a maioria dos olhos, um milhão de reflexões para serem feitas. Mateus cita alguns nomes descobertos por ele ao longo dos últimos anos em que se dedicou a conhecer produções que muitas vezes não chegam ao grande público.
“A ideia de um curso que mergulhasse no ‘cinema africano’ foi uma proposta para continuar um viés de cursos que já vinha desenvolvendo no Sesc: o de cinemas pouco vistos”, explica Mateus. Neste novo curso, ele mostra a África das belezas naturais, da miséria espetacularizada, da desolação das guerras civis, das crises humanitárias, até chegar à África de Ousmane Sembène, Mod Hondo e outros grandes autores.
(Lais Azevedo / Diário do Pará)
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