No ano passado, durante as gravações de Manual para se Defender de Aliens, Ninjas e Zumbis, tivemos a oportunidade de acompanhar um dia de gravações da série em São Paulo e aprender um pouco mais sobre táticas para acabar com zumbis.
As cenas que acompanhamos envolviam os três protagonistas exterminando hordas de mortos-vivos e também encontrando com uma espécie de mentor da NASCA. Após as filmagens, pudemos conversar um pouco com Daphne Bozaski (Tina), Thalles Cabral (Wes) e Michel Joelsas (Sput) e descobrir um pouco sobre as referências de cultura pop que eles tiveram para os personagens.
Vocês costumam ver filmes com essa temática de zumbis, aliens? Quais os favoritos de vocês?
Thalles Cabral: Para ser sincero, nunca tive conexão com esses filmes. Assisti alguns, mas há muito tempo. Nós tivemos algumas referências de filmes para assistir para a série. Mas nunca foi meu tema principal de filme.
Daphne Bozaski: Eu também. Eu acho que o que eu já tinha visto de referência para a Tina era Rocky Balboa e filmes de ação. Jackie Chan sempre gostei. Kill Bill. Mas eu também nunca fui desse universo. Mas aí a gente foi assistir, porque além de estamos vendo uma série que tem essa temática, existem referências no texto.
Quais filmes foram passados para vocês como referência?
Daphne Bozaski: Zumbilândia [para o tom da série] e eu vi também Bruce Lee, Matrix, Kill Bill…
Thalles Cabral: Eu comecei a ver Harry Potter de novo. Porque acho que a relação do trio tem coisas muito legais da amizade de cada um da personalidade que eles têm. Mas tem o lance de estarem crescendo, passando por coisas de adolescente, mas ao mesmo tempo combatendo várias coisas. Então assisti para tentar entender melhor essa relação. A série The Walking Dead também.
Michel Joelsas: Assisti Walking Dead também. Não assisti inteira. Mas acho que dá uma ideia de como ser realista e crível com algo que não existe. Assisti bastante filmes de super-herói, desse universo mesmo, como Watchmen.
É muito louco isso [que o Thalles falou] de Harry Potter. Porque quando você trabalha em um universo que quebra as leis da física, do realismo, você tem descobertas. E para mim foi muito importante assistir e reassistir porque Harry Potter me marcou muito e eles passam de um universo que quebra as leis dessa realidade e têm descobertas o tempo inteiro. Então é muito boa essa referência, de você ter descobertas. Para quem vai assistir eu acho que é muito legal.
Daphne Bozaski: O André também deu muita referência de música pra gente. Então além de filme, a gente pegou imagens… mas a música ajudou também. Deu CDs do que achava que cada personagem ouvia. Acho que também é uma referência boa.

Você preferia enfrentar um Alien, um Zumbi ou um Ninja na vida real?
Daphne Bozaski: Na vida real? Agora com as experiências que eu tive como Tina, Ninjas. Porque agora eu sei como acabar com eles.
Thalles Cabral: Alien eu acho que é muito sinistro descobrir o cara, sabe, quem é alien. Ninja eu não teria nenhuma habilidade física, então eu iria no zumbi.
Quer dizer que na séria os aliens parecem com humanos?
Thalles Cabral: Parecem, isso que é o mais legal, né?
Daphne Bozaski: Você não sabe… vai ter algumas dicas para você descobrir quem são eles. Mas isso você vai ter que ir descobrindo conforme a série vai acontecendo. Pode ser como você. Qualquer pessoa.
Thalles Cabral: E é legal que a série tem uma crítica em relação a esses personagens, que é assim: os zumbis são um tipo de pessoa, que tem um tipo de trabalho na sociedade. Aquelas pessoas que estão sempre fazendo a mesma coisa. Os aliens ocupam um outro cargo, entendeu? Então é muito legal você ver as diferenças.
Daphne Bozaski: Eu acho que para o momento atual em que estamos é uma crítica boa. Além de ter essa coisa, dessa ficção… aliens, ninjas, zumbis… mas ao mesmo tempo traz muito para o real. Existe a Nasca, que somos nós, para proteger a Terra, e a Aliança. Se existisse mesmo, quem seria? As grandes empresas? Quem seriam os poderosos?
O Cinema de monstro costuma fazer crítica social através de seus vilões. Você acha que a série consegue retratar bem isso?
Daphne Bozaski: Eu acho que sim. É, sim. Não foca só nisso, porque, às vezes eu fico pensando “como eu vou falar?” É uma série de ficção, é uma série de ação, é uma série de… tipo, é difícil dizer o que que é. É meio que um pouco de cada.
Thalles Cabral: É saudável. Porque não é esse o tema, mas é legal como eles colocam isso no roteiro. E o que a Aliança, na história, quer fazer, para dominar o mundo, a forma que eles encontram de dominar é uma puta crítica. No caso, seria um spoiler eu contar aqui.
Daphne Bozaski: A história é como se, nos nossos personagens, né… eles tivessem destinados a fazer parte da Nasca. A Nasca seria um grupo de pessoas que se uniram para não deixar a Aliança – que são os aliens, ninjas e zumbis – dominar a Terra. Porque eles vêm para a Terra com o objetivo de extrair uma coisa nossa.
Eles vêm para buscar CO2, porque eles precisam de CO2 para viver. E como a gente produz muito – e aí entra mais uma crítica, nessa coisa do aquecimento global e tudo o mais – então eles vêm para pegar esse CO2 e fazer a gente produzir cada vez mais CO2. E [os personagens] vão entrando nesse universo. Eles vão se deparando com esse lugar, vão acreditando e descobrem que já fazem parte disso, eles já estão selecionados para salvar o mundo.

O que está sendo diferente para vocês nessa série comparado aos trabalhos anteriores?
Thalles Cabral: Pra mim é a primeira vez que faço ficção científica. É um universo totalmente diferente. É muito interessante trabalhar com essa parte da imaginação. Para mim é novo e é uma das coisas que mais estou gostando. É legal você poder quebrar algumas leis da física e trabalhar com isso, na imaginação, trazer o que isso influencia o personagem, a relação entre os personagens. Essa permissividade, vamos dizer assim.
Daphne Bozaski: Para mim, eu acho que essa coisa da ação mesmo. De ter muita ação, da coreografia, da luta. De estar com eles, dessa amizade deles, porque isso é muito forte. [Os personagens] já são muito amigos. E eles têm que se proteger. Eles cuidam um do outro. Estão entrando em uma loucura. Então como é você entrar nesse universo de ação. Você tá lutando, você tá atirando. Vamos matar zumbis. Eles vão ver aliens. É muito… é difícil né? Você tem que trazer uma cumplicidade, acho que essa é a parte mais legal.
Thalles Cabral: E acho que o mais diferente também é que é uma série que trabalha o realismo. É uma série realista. Ao mesmo tempo, com umas situações que não são realistas. São coisas que estamos acostumadas a ver no cinema americano, já viu em blockbusters. “Ah, a mochila do Wes tem um poder”. Esse poder você já viu acontecer em outros filmes.
Mas é legal você colocar esse tipo de coisa em uma cinema nacional. Na televisão, em conteúdo nacional. Porque acho que isso nunca foi feito. Esse universo… eles compram essa ideia. É uma série totalmente sobre esse universo e eu acho que isso nunca foi feito dessa maneira no Brasil. Então é um desafio por isso.
Michel Joelsas: É totalmente inusitada. Esse tema nunca foi feito no Brasil e dessa maneira acho que nem nunca foi feito no mundo. Porque tem grandes metáforas por trás. Quem for assistir pode pegar tanto o superficial, mas tem algumas críticas profundas na série. Dá para fazer grandes metáforas com isso. Quer dizer estão feitas, é só você pegar. Em relação à sociedade.
Manual para se Defender de Aliens, Ninjas e Zumbis conta a história de Sput (Michel Joelsas), Wes (Thalles Cabral) e Tina (Daphne Bozaski), três jovens que entendem tudo de videogames e cultura pop, são a única chance para defender a Terra das forças do mal. Na série, os aliens estão infiltrados na sociedade, controlando inúmeras empresas e um exército particular de ninjas. Para piorar, existem planos de propagar propositalmente uma epidemia de zumbis para acabar de vez com a liberdade dos humanos. Para lutar contra isso surge a Nazca, uma força do bem que tem o Manual como uma vantagem para tentar acabar com os vilões.
Os episódios serão exibidos todos os domingos às 22h30 no Warner Channel e logo em seguida, às 23h, serão disponibilizados no canal oficial da Warner no Youtube.
Fonte: Jovem Nerd
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Comentar