A menos que ande com um bem velho, celulares não são coisas baratas, o que faz doer ainda mais toda vez que eles caem no chão (ou pior). Mas isso pode se tornar coisa do passado em breve, graças a uma nova tecnologia que poderá ajudar o aparelho a consertar a si mesmo.
A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade da Califórnia e apresentada pela American Chemical Society no início do mês. Segundo o líder da equipe responsável, Chao Wang, o conceito foi inspirado no fator cura de Wolverine, o mutante da Marvel Comics.
Quando eu era jovem, meu ídolo era o Wolverine dos X-Men. Ele podia salvar o mundo, mas só porque era capaz de curar a si mesmo.
A invenção trata-se de um novo material polimérico translúcido capaz de conduzir íons para gerar corrente feito para que eletrônicos possam reparar a si mesmos. Ele também é elástico, podendo ser esticado até 50 vezes seu tamanho normal, aumentando ainda mais suas possibilidades de uso.

O material é ainda mais impressionante do que isso: mesmo que ele seja “rasgado” em duas partes separadas, o material é capaz de se regenerar de volta completamente dentro de apenas um dia.
Um material que pode se curar, quando separado em duas partes, pode se juntar de novo como se nada tivesse acontecido, assim como pele humana. Eu estive pesquisando para fazer uma bateria de íon de lítio que pudesse se curar, para que quando você derrube seu celular, ele poderia se consertar e durar mais tempo.
Segundo Wang, isso é possível graças às ligações moleculares. O artigo explica que existem dois tipos de ligações: covalentes, que são firmes e não se reparam ao serem quebrados, e não-covalentes, que são mais fracas, mas mais dinâmicas. Um exemplo são as interações de hidrogênio que se conectam moléculas de água de forma não-covalente, se quebrando e retornando constantemente, o que dá as propriedades líquidas da água.
A maior parte dos polímeros que se regeneram formam ligações de hidrogênio ou coordenação metal-ligante, mas estes não servem para condutores iônicos.
A solução encontrada por Wang foi um tipo diferente de ligação não-covalente chamada íon-dipolo. “Interações íon-dipolo nunca foram usadas para criar um polímero que se reforma, mas acontece que eles são particularmente adequados para condutores iônicos”, explicou.
A tecnologia ainda está começando, no entanto, e muito estudo ainda é necessário. Segundo Wang, o próximo passo é alterar o polímero para melhorar as propriedades do material. Atualmente ele está sendo testado em condições extremas, como alta umidade, que costumam atrapalhar as suas propriedades mecânicas.
Fonte: Jovem Nerd
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