A história é um clássico conto de fadas francês. Em favor do pai, uma jovem, Bela, se deixa aprisionar em castelo onde vive a Fera, na verdade um príncipe enfeitiçado que precisa aprender o valor do amor verdadeiro. O enredo é o mesmo, mas o filme que o Cineclube da Casa da Linguagem exibe hoje, no Núcleo de Oficinas Curro Velho, seguido de debate com os críticos da Associação de Críticos de Cinema do Pará, é bem diferente da versão live action da Disney estrelada pela atriz Emma Watson e ainda em cartaz nos cinemas. No cineclube, o filme em cartaz é “A Bela e a Fera” dirigido por Jean Cocteau e lançado em 1946, com Josette Day e Jean Marais nos papéis principais.
Construído com influências surrealistas, o filme, em preto e branco, traz um clima de sonho nas cenas construídas pelo diretor, que também era poeta, escritor, pintor e ator. Com truques de luz, ele dá o tom de magia que o castelo da história pede. A inspiração para o visual do filme, declarou Cocteau, veio das gravuras de Gustave Doré, enquanto os figurinos, que se tornaram clássicos e influenciaram outras versões, foram feitos ela estilista Jeanne Lanvin e seu então assistente, Pierre Cardin.
(Diário do Pará)
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