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Personagens LGBT são “praticamente invisíveis em grandes filmes”, segundo GLAAD

Durante o último ano vimos alguns personagens LGBT em grandes filmes como o Le Fou em A Bela e a Fera, a Ranger Amarela em Power Rangers e alguns outros. Contudo, de acordo com uma pesquisa da ONG GLAAD, as coisas “não estão melhorando” e a representação

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Durante o último ano vimos alguns personagens LGBT em grandes filmes como o Le Fou em A Bela e a Fera, a Ranger Amarela em Power Rangers e alguns outros. Contudo, de acordo com uma pesquisa da ONG GLAAD, as coisas “não estão melhorando” e a representação de personagens LGBT em grandes filmes é “praticamente invisível”.

A pesquisa examinou a quantidade, a qualidade e a diversidade da representação LGBT em filmes dos maiores estúdios de Hollywood.  Apenas 23, dos 125 maiores filmes do último ano, tem personagens que se identificam como LGBT. Matematicamente isso representa 18,4% do total de longas-metragens. Uma pequenina crescente em relação ao ano anterior, que registrou  apenas 17,5%.

O estudo determinou que dez dos 23 personagens LGBT tiveram menos de um minuto de tempo de tela e apenas 20% dos personagens LGBT são de etnias não-brancas.

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A pesquisa analisou filmes dos maiores estúdios de Hollywood como: Disney, Warner Bros., Fox, Universal, Sony, Paramount e Lionsgate. Cada estúdio recebeu uma avaliação que poderia ser classificada como excelente, boa, insuficiente, pobre ou falha.

Nunca tivemos um estúdio classificado como “excelente”, mas já houve casos de classificação “boa” como a Paramount em 2013 e a Warner em 2014. Contudo, neste ano, nenhum estúdio mereceu a classificação “boa” e a Universal Pictures foi a única a ser colocada como “insuficiente”. A pesquisa diz que Disney, Warner Bros., Fox, Sony, Paramount e Lionsgate são “falhas” em representar personagens LGBT.

Sarah Kate Ellis, a presidente da GLAAD, comentou:

Com tantas séries populares na TV orgulhosamente incluindo atores e personagens LGBTQ nas histórias, chegou a hora para a indústria do cinema dar um passo a frente na e mostrar a diversidade que nós como audiência vivemos hoje em dia ao invés do humor datado que vemos em vários filmes.

Mesmo com a baixa adesão, a GLAAD comemora alguns feitos do último ano, como: o primeiro personagem abertamente gay em um filme da Disney, além de outros exemplos em Star Trek: Sem Fronteiras, Power Rangers e Moonlight: Sob a Luz do Luar — o primeiro filme focado na temática LGBT a ganhar o Oscar de “Melhor Filme”.

Segundo Ellis:

Filmes como Moonlight: Sob a Luz do Luar provam que há uma grande oportunidade não só para contar histórias de LGBTs em nível de Oscar, mas também de tocar o coração e a mente das audiências ao redor do globo. Existem lugares onde esse tipo de história cinematográfica pode ser a oportunidade de salvar uma vida de quem precisa muito de suporte.

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A Gay & Lesbian Alliance Against Defamation (GLAAD) é uma instituição que monitora e pesquisa a forma como as mídias tratam LGBTs. Ela foi criada em 1985 como contraponto as notícias extremamente sensacionalistas sobre a epidemia da AIDS que na época era chegava até a ser tratada como o “câncer gay”.

Fonte: Jovem Nerd

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